O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 12/12/2021

A modernização global compreende em sua esfera os avanços sociais tecnológicos e científicos, mas também a propagação e interação com a informação. Com a pandemia de COVID-19 foi exposto um cenário nítido de desigualdade de distribuição de internet, que por sua via, mantém a lesionar milhares de estudantes com dificuldades ou sem acesso remoto.

A desigualdade de renda reflete em escala mundial a possibilidade de  conexão à internet dos cidadãos. Relatórios emitidos pela Unicef sugerem que os países desenvolvidos apresentam percentuais menores para pessoas sem acesso à rede, em contrapartida com os países em desenvolvimento e pobres. Torna-se necessário ressaltar que, além de ser uma ferramenta para comunicação e trabalho, a internet estabele contato direto com a educação em períodos de isolamento social.

No Brasil, cerca de 46 milhões dos brasileiros não possuem acesso a internet (IBGE, 2019). As causas variam entre a falta de interesse, a dificuldade na usabilidade e por questões financeiras, visto que, os índices apontam para 27,2 milhões de brasileiros que vivem na extrema pobreza, salvos 13 milhões de brasileiros desempregados (conforme dados divulgados no IBGE, 2021). Vide as informações, destaca-se a falta de infraestrutura no ensino público e internet para os estudantes com baixa renda familiar, comprometendo o desenvolvimento e  participação do mesmo.

Desta maneira, é imprescíndivel a ação em conjunto dos governos estaduais, municipais e federal para atuação de instalação de redes compartilhadas em regiões com serviço inativo ou precarizado, com a ajuda econômica da Unesco (A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e FMI (Fundo Monetário Internacional). Permitindo então, o exercício pleno e fundamental da cidadania, tal como previsto na constituição federal.