O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 12/12/2021
A Terceira Revolução Industrial, iniciada no século XX, contribuiu para o aumento dos meios tecnológicos no mundo todo. Contudo, ao observar o cenário brasileiro, percebe-se que a internet, serviço que ganhou visibilidade desde aquele período, ainda não gratifica a todos, haja constatada o seu acesso não democratizado. Dessa forma, essa conjuntura possui como causas não só a desigualdade social, mas também a pouca atuação do Estado.
Diante desse cenário, a economia possui influência no revés. Nesse sentido, o escritor Ariano Suassuna defende a existência de uma injustiça capaz de dividir a nação brasiliana em duas vertentes: a dos favorecidos e a dos desfavorecidos. Sob esse viés, a parcela populacional que se encontra no grupo desfavorecido não possui poder aquisitivo que permita o acesso à internet, o que aumenta a privação desse público acerca dos benefícios presentes nessa ferramenta, como redes sociais e métodos de estudo. Logo, são necessários meios que possibilitem a inclusão tecnológica da população vítima da desigualdade social.
Além disso, a ineficácia do governo é identificada como agravante do problema. Nesse contexto, o pensador Thomas Hobbes, em seu livro “Leviatã”, defende a obrigação do Estado em proporcionar meios que auxiliem o progresso comum. Desse modo, o comportamento do Estado, a partir da análise de Hobbes, seria identificado como equivocado, constatado o pouco auxílio do governo no que tange ao fornecimento de recursos tecnológicos à população carente, os quais são um dos requisitos para o acesso à internet. Assim, enquanto não houver uma ressignificação desse difícil panorama, se manterá em vigor a desigualdade à internet no Brasil.
Desse modo, cabe ao Ministério da Tecnologia, por meio do redirecionamento de verbas às prefeituras municipais, criar ambientes que contenham dispositivos ligados à rede mundial de computadores, como celulares, “tablets” e “notebooks”. Isso deve ser feito de modo a não simplesmente possibilitar o acesso da população carente às diversas ferramentas digitais, tais quais redes sociais e bibliotecas virtuais, como também modificar a circunstância de acesso digital discrepante enraizada na nação brasileira. Dessa maneira, a internet com notoriedade desde o início da Terceira Revolução Industrial contemplará mais pessoas.