O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 12/12/2021
O acesso a internet possui um carater social, pois, está atrelado as condições econômicas. Isso porque temos o cenário no qual os mais necessitados não tem condições de ter os equipamentos necessários para obter o acesso a internet, e ainda assim quando possui estes equipamentos os faltam a infraestrutura de conectividade, porém, aqueles que tem condições financeiras melhores conseguem obter os meios para o acesso a internet de forma facilitada. Dessa forma, a desigualdade social é um fator determinante na desigualdade técnologica.
Assim, durante a pandemia do COVID-19 a desigualdade técnologica foi exposta e ampliada, uma vez que o ensino presencial foi interrompido. Diante desse contexto, as autoridades governamentais como forma de minimizar o impacto instituiram o ensino a distância, o que evidenciou o abismo social e tecnológico, uma vez que os estudantes de classes sociais baixas e predominantemente de escolas públicas não possuiam acesso adequado para esta modalidade de ensino, além disso, o corpo docente não estava preparado digitalmente para o preparo e excecução das aulas nesse modelo.
Ademais, muito além do ensino, o próprio Estado fomenta para que esse abismo de desigualdade aumente, quando exige que direitos básicos só passem a ser exercidos por meio da internet, por exemplo, solicitar uma nova via de um documento, fazer boletim de ocorrência policial e mais recentemente, a solicitação do auxílio emergencial o que deveria ser um recurso financeiro para a população de classe baixa que é a parte da população a qual possui menor nível de conhecimento tecnológico e acesso digital, sendo forçadas a procurar meios para conseguirem exercer seu direito, sendo que muitas vezes esses serviços são cobrados e dessa forma dificulta a diminuição da desigualdade.
Portanto, vemos que as classes sociais estão diretamente ligadas a desigualdade no acesso a internet, sendo necessário que haja projetos e incentivo para a integração dessas tecnologias nas classes baixas, onde o governo e empresas do ramo, disponibilizem conexões de internet gratuitas ou mais baratas, cabe também a ONG’s e ao próprio governo fornecer lugares com equipamentos e profissionais que ajudem no uso das ferramentas, com o objetivo de diminuir a desigualdade tecnológica.