O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 12/12/2021
O romance filosófico “Utopia” - criado pelo escritor inglês Thomas Morus no século XVI - retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Tal obra fictícia, mostra-se distante da realidade contemporânea no tocante ao acesso à internet problema ainda a ser combatido no Brasil. Esse panorama lamentável ocorre não só em razão da pandemia que acometeu a nação em 2020, mas também da falta de investimento em recursos e projetos governamentais que garantam o acesso público em todo o país e para toda a população. Desse modo, torna-se fundamental a análise dessa conjuntura para reverter essa questão.
Nessa linha de raciocínio, é primordial destacar que a carência de investimentos no período pandêmico, deriva da ineficácia do Poder Público, no que concerne à criação de mecanismos, os quais coíbam tais recorrências. Sob a perspectiva do filósofo contratualista John Locke, o Estado foi criado por um pacto social para assegurar os direitos fundamentais dos indivíduos e proporcionar relações harmônicas. Entretanto, é notório o rompimento desse contrato social no cenário hodierno brasileiro, visto que a baixa de atuação das autoridades aumentou a desigualdade da educação e a exclusão de alunos no acesso as aulas.
Além disso a carência de investimento em recursos que garantam esse acesso, apresenta-se como outro desafio da problemática. De acordo com o comitê gestor de internet metade da população não tem acesso a internet no Brasil, o que em vista retarda a ampliação de estudantes que utilizariam desse recurso para a educação, trabalho e comunicação.
Infere-se, portanto, a necessidade de mitigação dos entraves em prol diminuição de pessoas que não possuem acesso a internet. Assim, cabe ao Congresso Nacional, mediante o aumento do percentual de investimentos, o qual será proporcionado pela alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias, ampliar a distribuição de tablets e chips e dessa forma, poder-se concretizar a “Utopia” de Morus na sociedade brasileira.