O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 23/03/2022
O empresário norte-americano Steve Jobs diz: “a tecnologia move o mundo.” Logo, infere-se que, o progresso científico para supremacia tecnológica, tornou-se o motor da sociedade, impulsionador das relações sociais, comerciais e produtivas. Ainda assim, parte significativa da população brasileira, não usufrui do aparato tecnológico atual, acentuando-se as desigualdades, presentes no âmbito informacional.
Em primeiro lugar, de acordo com os dados estatísticos do IBGE, cerca de 20% dos brasileiros não possuem acesso à internet. Dada a situação atual do Brasil que, em combate à uma doença pandêmica, mudou seu sistema de educação para EAD (educação à distância), proporcionando o processo de formação básica e superior, à estudantes dentro de suas próprias residências. Porém, parte dos alunos não são amparados por essa nova estrutura, devido à falta de infraestrutura das escolas e qualificação dos professores.
Ademais, é evidente que, na segunda metade do século XX, com a revolução técnico-cientifico-informacional, as produções foram voltadas para a inserção de um extenso pacote tecnológico e informacional. No entanto, consta-se, na contemporaneidade, o desamparo de tecnológias básicas, como a internet ou até mesmo televisores, promovendo o aumento das desigualdades sociais e, acarretando em uma série de consequências que, levam o indivíduo a uma posterior segregação informacional. Essa suscetível exclusão, desqualifica e incapacita o agente para o mercado de trabalho, quando, consequentemente, o priva de uma autonomia frente às vertentes eletrônicas e sistemas operacionais que capitalizam, primordialmente, o mercado atual.
Em suma, parte da população brasileira não tem acesso à internet. Logo, as prefeituras das cidades podem disponibilizar linhas gratuitas de internet, bem como outros direitos fundamentais necessários à formação dos indivíduos, mediante convênios governamentais de cooperação para projetos de educação a distância e de saúde. Promover a distribuição de redes de informação de forma equitativa e prestar assistência técnica é uma boa forma de se iniciar.