O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 14/06/2022

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), todo menor de idade tem direito à educação. No entanto, a dificuldade de acesso a um computador e internet, principalmente no senário pós pandemia, está prejudicando os jovens a se inserirem no ensino à distância(EaD). Este problema pode se tornar mais grave, pois tem potêncial de formar pessoas mal-qualificadas para o mercado de trabalho e aumentar a desigualdade social.

Primeiramente, é preciso salientar como a falta de um aparelho afeta a formação educacional dos adolescentes. Segundo o site UOL, “42% dos lares brasileiros não têm computador”, esse dado expressa um montante de alunos que ficaram atrasados nos ensinos durante a pandemia, atraso esse que irá se acumular até a conclusão da educação básica e acarretará em profissionais deficientes em habilidades básicas para o meio trabalhista, evidenciando ,assim, a fragilidade do ensino EaD.

Além disso, a internet e todas as suas informações não chegam a todos da mesma forma. De acordo com uma pesquisa realizada pela Unicef, cerca de 29% dos jovens não tem acesso à rede, sendo que os mais afetados pertencem às camadas mais pobres da sociedade, aumentando, dessa forma, o abismo, não só monetário, mas também educacional entre as classes.

Portanto, conclui-se que a dificuldade de acesso à conexão afeta diretamente o país, tanto de forma econômica quanto social. Nesse sentido, é proposto que o governo em parceria com empresas de tecnologia disponibilize, através de programas sociais, internet em redências de indivíduos de baixa renda, para que tenham acesso à rede mundial de computadores, aumentando, assim, a qualidade do EaD. Ademais, promover a distribuição de aparelhos eletrônicos para famílias mais necessitadas, para que dessa forma, se contrua uma educação que diminui segregações e conscientiza a todos.