O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 30/09/2022
A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou a internet como um direito humano fundamental. Todavia, o acesso à rede é dificultado por disparidades sociais espalhadas pelo Brasil. Essa realidade se dá pela falta de investimento do governo nos âmbitos tecnologicos do país, juntamente com a desigualdade social vivenciada pelos brasileiros.
Primeiramente, destaca-se a indiligência do governo sobre a falta de rede de internet no interior do país. Segundo a “Teoria da Percepção Coletiva”, de Émile Durkheim, o fato social se divide em normal e patológico. Nesse sentido, o Estado está em âmbito patológico, em crise, uma vez que falta em distribuir redes para as regiões mais afastadas dos grandes centros, assim atrasando a implementação da internet na educação que, de acordo com pesquisas divulgadas pelo site G1, se torna 90% mais eficaz com o uso de plataformas digitais. Consequentemente, sem o investimento governamental, o problema continuará recorrente.
Ademais, a segregação social entre a população - denunciada por Sérgio Buarque no livro “Raízes do Brasil” - representa outro problema. De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mais de 20 milhões de brasileiros não têm cobertura de internet, e essa problemática se dá pela inviabilidade financeira, retrato da disparidade na sociedade do país, enquanto, conforme dados da mesma pesquisa, os mais ricos possuem pelo menos três aparelhos roteadores em suas casas. Logo, com o desequilíbrio da população, o infortúnio será recorrente.
Portanto, é imprescindível que o poder público crie políticas públicas, como projetos que levem internet gratuita para escolas do interior do Brasil, com o intuito de levar um direito fundamental a todos, e, por conseguinte, melhorem a educação da pátria. Além disso, o governo deve aprovar programas sociais que distribuam rede digital por um preço mais acessível às famílias de baixa renda, a fim de não as segregarem do restante da população. Só assim a declaração da ONU será implementada na realidade.