O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 10/11/2022

O documentário ‘‘O dilema das redes’’, da Netflix, retrata como as informações chegam às pessoas através das redes sociais atuais. No entanto, a obra não se aplica à realidade de todos os brasileiros. O acesso à internet é restrito, ou, até mesmo, inexistente, em certas regiões do Brasil, o que traz malefícios à sociedade, tanto pelo aumento da desigualdade social, quanto pela limitação das opções de lazer à essa parte da população.

A falta de acessibilidade à internet no Brasil eleva as taxas de desigualdade social no país. De acordo com a música ‘‘Xibom Bombom’’, de As Meninas, ‘‘o rico, cada vez fica mais rico, e o pobre, cada vez fica mais pobre.’’ Dessa forma, a obra se aplica ao contexto nacional quanto às consequências da falta de acesso à internet, uma vez que, a população carente de internet não tem contato com as informações disponibilizadas nas redes, como notícias e oportunidades de emprego, além de não conseguir participar dos programas de educação à distância, que se tornaram muito populares após a pandemia do Covid-19. Assim, sem acesso à informação e educação, a entrada ao mercado de trabalho é dificultada.

Além disso, a escassez de internet em regiões do Brasil, impossibilita o proveito das formas de lazer atuais. Segundo Platão, ‘‘o importante não é viver, mas viver bem.’’ Entretanto, a parcela da sociedade sem internet não desfruta dos meios de lazer recentes, como serviços de streaming, jogos e o contato facilitado, por vídeo chamadas, com parentes e amigos distantes. Desse modo, o não acesso à internet restringe o lazer da população.

Portanto, para minimizar os impactos causados pela falta de acesso à internet no Brasil, é necessário que o governo facilite o acesso à computadores nos bairros mais pobres, por meio da criação de lan houses gratuitas, para que todos possam obter informações da internet, participar de plataformas de ensino à distância e aproveitar dos modos de lazer, como as redes sociais, a exemplo de Facebook e Youtube.