O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 14/08/2023
Iniciada no século XX, a Terceira revolução industrial foi uma das maiores contribuidoras para a expansão dos meios tecnológicos em diversas partes do mundo. Porém, observa-se que o contemporâneo cenário do Brasil ainda não contempla a todos o serviço de internet, que ganhou destaque desde aquele período, pois seu acesso não é democratizado. Assim, essa conjuntura adversa possui como causas não só a desigualdade social, mas também a baixa atuação do Estado.
Neste contexto, a desigualdade econômica tem um impacto significativo. De acordo com o escritor Ariano Suassuna, existe uma injustiça secular que divide a nação brasileira em duas partes: os favorecidos e os desfavorecidos. Seguindo essa lógica, a parcela da população que está no grupo desfavorecido não tem poder de compra para acessar a internet, o que aumenta sua privação dos benefícios oferecidos por essa ferramenta, como redes sociais e bibliotecas online. Portanto, são necessários meios para promover a inclusão tecnológica da população afetada pela desigualdade secular.
Ademais, a ausência de eficácia do governo é identificada como o impulso para esse impasse. Nessa vertente, Thomas Hobbes, em sua obra “Leviatã”, argumenta que é obrigação do Estado prover meios que auxiliem o progresso do comum. Por esse ponto de vista, a maneira de se portar do Estado, a partir da análise de Hobbes, é identificada como equivocada, devido ao baixo auxilio governamental no que aborda o fornecimento de utilidades tecnológicas á população necessitada, os quais são um dos requisitos para o acesso à internet. Assim, enquanto não houver uma ressignificação desse árduo panorama, manter-se-á em vigor a inserção desigual à internet no Brasil.
Portanto, a democratização do acesso à internet no Brasil é uma questão urgente. Para isso, o Ministério da Tecnologia deve redirecionar verbas para as prefeituras municipais, a fim de criar espaços públicos com dispositivos conectados à internet, como celulares, tablets e notebooks. Isso permitirá que a população carente tenha acesso a ferramentas digitais, como redes sociais e bibliotecas virtuais, e também ajudará a mudar a situação de desigualdade no acesso digital no Brasil.