O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 14/08/2023
Ao observar-se o cenário brasileiro atualmente, percebe-se que a internet, serviço que vem ganhando notoriedade, portanto, ainda não contempla a todos, haja vista o seu acesso não democratizado. Dessa forma, essa conjuntura adversa possui como causas não só a desigualdade social, mas também a pouca atuação do Estado.
Apesar de a pandemia de Covid-19 ter acelerado o acesso à internet no Brasil nos últimos dois anos, 7,28 milhões de famílias ainda permaneciam sem conexão à rede em casa em 2021, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
Diante desse cenário, a disparidade econômica possui influência no revés. Nesse sentido, o escritor Ariano Suassuna defende a existência de uma injustiça secular capaz de dividir a nação brasiliana em duas vertentes: a dos favorecidos e a dos despossuídos. Portanto, a parcela populacional que se encontra no grupo desfavorecido não é detentora de poder aquisitivo que permita o acesso à internet, o que tonifica a privação desse público acerca dos benefícios promovidos por essa ferramenta, como redes sociais e bibliotecas “on-line”. Logo, são necessários meios que possibilitem a inclusão tecnológica da população vítima da desigualdade.
Ademais, a democratização do acesso à internet no Brasil é uma medida urgente.
Desse modo, cabe ao Ministério da Tecnologia, por meio do redirecionamento de verbas às prefeituras municipais, criar ambientes públicos que contenham dispositivos conectados à rede mundial de computadores, como celulares, “tablets” e “notebooks”. Isso deve ser feito a fim de não apenas possibilitar o acesso da população necessitada às diversas ferramentas digitais, tais quais redes sociais e bibliotecas virtuais, como também modificar a conjuntura de acesso digital discrepante enraizada na nação brasileira. Dessa maneira, a internet – que tem notoriedade desde o início da Terceira Revolução Industrial – contemplará um maior número de pessoas.