O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 02/10/2023
No filme sul-coreano “Parasita”, retrata-se os empecilhos cotidianos de uma família de classe baixa, que enfrenta a ausência do acesso informacional e de condições básicas de subsistência devido às consequências da desigualdade social. Assim como na ficção, são nítidos os óbices do acesso à internet na sociedade contemporânea brasileira, em que há a presença da distribuição desigual do acesso às redes de internet e a negligência governamental de inclusão social.
Diante desse cenário, é evidente a permanência da desigualdade social ao acesso aos meios tecnológicos, visto que ainda no cenário social brasileiro o acesso à internet é elitizado, dessa forma, gerando a exclusão de classes com menor poder aquisitivo ao acesso informacional. De acordo com o escritor Ariano Suassuna “A injustiça brasileira secular dilacera o Brasil em dois países: o país dos privilégios e o país dos despossuídos”, assim, evidenciando a indiferença do Estado brasileiro na resolução das mazelas sociais decorrentes do processo de desigualdade de renda.
Ademais, é válido ressaltar a negligência da figura estatal na inclusão social às redes de comunicação, em que se faz presente a falta de subsídios para a criação de projetos de inclusão e distribuição do acesso ao meio tecnológico no território brasileiro. Segundo a Organização das Nações Unidas, declara como direito humano o acesso à internet, tendo em vista que o conhecimento informacional se faz necessário no contexto atual da globalização, contudo, ainda na realidade social brasileira não há a efetivação do direito básico humano.
Assim sendo, é mister que o Estado tome providências para melhorar o impasse do quadro atual, visto que ainda na atualidade do corpo social brasileiro há empecilhos ao acesso à internet. Urge que o Congresso Nacional -órgão da cúpula do Poder Legislativo brasileiro- faça a criação de projetos de leis de distribuição do acesso gratuito à internet voltados a cidadãos de baixa renda e investimentos de inclusão informacional no território brasileiro, por meio de mídias televisivas e meios tecnológicos de comunicação, para que a desigualdade social ao acesso à informação seja erradicada, pois, somente assim, haverá a democratização do acesso à internet na sociedade brasileira.