O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 22/10/2024

John Locke, filósofo inglês, destaca que é dever do Estado assegurar o bem-estar e a qualidade de vida da população. Todavia, em virtude do acesso à internet ser uma realidade burocrática no Brasil, é válido reconhecer como o Poder Público age de modo ineficaz. Sob essa perspectiva, é possível analisar a ausência de infraestrutura e a negligencia do governo como os pilares do problema.

De início, percebe-se que a falta de recursos para as pessoas fomenta o entrave, dado que grande parte da população não possui o acesso aos computadores e, consequentemete, à internet. Nesse viés, ao destacar a ideologia de Pierre Bourdieu - sociólogo francês -, na qual: “A sociedade incorpora as estruturas sociais”, nota-se a correlação com o atual cenário precário, uma vez que os setores de desenvolvimento são tratados com desdém por parte do governo e, pior, normalizados. Isso porque, uma população acostumada com esse cenário supracitado, permite que a problemática continue evidente, justamente por esse traço natural e banal diante dos fatos.

Além disso, vale ressaltar a negligencia estatal como um fator que dificulta a atenuação do empecilho, visto que a globalização e suas demandas requerem a conexão em escala larga escala, o que não é visto no Brasil. Nesse sentido, segundo Thomas Hobbes - contratualista absolutista -: “O povo cede o seu poder ao Estado que, por sua vez, é ineficiente”, é possível deduzir a similiaridade com a situação brasileira, sendo os custos para a instalação de redes exorbitantes e fora da realidade socioeconômica devido às tributações descomunais impostas pelo Poder Público. Pois, lamentavelmente, os indivíduos não questionam a realidade que estão inseridos, tendendo ao descaso governamental.

Urge, portanto, a adoção de medidas que combatam a tribulação. Partindo desse ponto, o Ministério Público Federal deve facilitar a entrega da internet aos cidadãos nacionais, por meio da síntese de auxílios e do combate à improbidade administrativa. Assim, promovendo computadores e celulares para a parcela carente, além de combater os altos impostos, para que empresas privadas possam ofertar melhores preços e, por fim, haja a democratização do acesso à internet no Brasil.