O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 27/08/2024
No universo de “Umbrekable Kimmy Schimidt”, a personagem Kimmy foi mantida em cativeiro por quinze anos e, ao retornar a vida normal, enfrenta dificuldades com as novas tecnologias de informação. Fora do mundo das séries, o acesso à internet é um tema em questão que permanece intrínseco à realidade brasileira. Dessa forma, é imprescindível um debate para a resolução dos obstáculos que englobam a inclusão da terceira idade e das classes mais carentes.
A priori, é necessário elementar sobre o período da Grécia Antiga. Durante essa era, os idosos eram vistos como improdutivos por não poderem cooperar com a sociedade e excluídos do acesso às informações bélicas. Hodiernamente, a situação se repete em território nacional, visto que grande parte das pessoas dessa faixa etária não têm contato direto com a internet. Sob essa ótica, São Tomás De Aquino declarou: “As pessoas precisam ser cuidadas de forma igualitária”. Assim sendo, é possível afirmar que essas pessoas precisam ser incluídas ao acesso às informações para que erros do passado não voltem a ocorrer.
Dessa maneira, o impassse está longe de ser resolvido. Em Recife, Guilherme, de apenas dez anos, foi visto fazendo seu próprio dever de casa em uma das lojas da empresa Samsung, por não haver convívio com a internet em casa. Com isso, tal fato exemplifica a falta de democracia ao acesso das novas tecnologias por parte da população mais carente. Dado isso, Chimamanda Adichie argumentou: “A mudança no status quo é sempre penosa”. À vista disso, é viável concluir que as camadas mais carentes da sociedade sofrerão com a temática de forma direta por não existir políticas públicas que as atendam.
Fazem-se necessárias, portanto, medidas estatais para a resolução do acesso à internet no Brasil. O Ministério do Desenvolvimento Humano deverá, por meio do dinheiro dos impostos, criar o pograma “IDA+” que terá como objetivo criar cursos em espaços de escolas públicas que visem a educação e inclusão de pessoas idosas com as tecnologias vigentes, para que casos como os da Grécia não ocorram. Por fim, o órgão supracitado deverá, através da verba dos impostos, criar a rede “ON+” que será uma empresa alternativa de dispositivos com acesso online, porém de forma econômica e acessível. Destarte, a sociedade poderá ser justa para todos.