O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 04/10/2024
Nos últimos anos, a internet tem sido uma ferramenta indispensável do cotidiano de todos. A chegada da Era Digital, na década de 80, difundiu o meio físico de transmissão das informações e tornou virtual grande parte das tarefas. Esse cenário, embora tenha otimizado a relação do homem com o mundo, é responsável por influenciar as decisões do internauta a partir de seus dados, o que se torna grave problema social, uma vez que há o risco de perda de identidade.
Nesse sentido, é perceptível que os avanços tecnológicos revolucionaram os meios de comunicação, trazendo acesso a mais informações. Porém, tais avanços têm violado o direito à privacidade, já que os nossos dados são filtrados e armazenados e não permanecem sobre o nosso controle. Além disso, existe no meio a manipulação onde o usuário não se restringe apenas à publicidade. Em redes sociais, é bastante priorizado postagens que geram maior interação, onde usuários são levados a ver com frequência conteúdos sensacionalistas ou polarizadores.
Nesse viés, o sociólogo Theodor Adorno evidencia em sua teoria da “Indústria Cultural” que a arte – como filmes, músicas e seriados – adquiriu um fim comercial e um caráter lucrativo. Dessa maneira, os algoritmos, que associam informações no que tange às preferências dos usuários da internet, contribuem para a produção de mídias que satisfaçam o perfil dos consumidores e garantem que esses tenham acesso a tais criações, por intermédio da filtragem de dados.
Portanto, o controle de dados na internet não pode controlar os gostos e decisões de cada um, visto que a decisão de escolha deve partir do indivíduo e não de uma “máquina”. Por consequência, cabe ao Ministério das Telecomunicações propor, por meio de emendas constitucionais, a criação de órgãos que fiscalizem e punam essas práticas, a fim de combater essa manipulação eletrônica. Ademais, a população deve ser informada, por meio de propagandas, projetos e iniciativas pedagógicas, que instrua a ser mais crítica no uso e compartilhamento digital, para que não seja enganada e dominada. Só com medidas efetivas, como essas, essa problemática poderá ser combatida.