O acesso à moradia em questão no Brasil
Enviada em 06/11/2025
No conto “Duzu Querença”, Conceição Evaristo, narra a vida de uma mulher em situação de rua, e as dificuldades decorrente a isso. Entretanto, a trama foge dos campos literários e faz se presente no cenário contemporâneo, através da falta de moradias para a população de rua. Ademais, é necessário salientar a ineficiência governamental, e a omissão mídiatica por corroborarem nesse contexto.
Primeiramente, opta-se por discernir sobre a ineficiência do Estado frente a esse problema. Nesse sentido, ela se faz presente pelo governo não ser capaz de prover o direito à moradia ao cidadao. No entanto, ao invés de procurar solucionar essa questão, o poder público promove medidas mitigadoras, como por exemplo, lugares coletivos onde essa população de rua pode passar a noite. Sob essa óptica, em “Ensaio sobre a cegueira”, José Saramago denúncia à desestruturação social causada pela omissão das autoridades. A partir disso, infere-se que como resultado dessa omissão se obtém pessoas vivendo a margem da sociedade, carentes de auxílio econômico e social.
Paralelamente, cabe discutir perante a negligência da mídia no atual contexto. Nesse viés, os veículos de comunicação não se preocupam em tornar evidente essa causa, mediante a falta de notícias alertando sobre as dificuldades sofridas por essa minoria. Análogo a isso, a pensadora brasileira Djamila Ribeiro, em “O que é lugar de fala?”, pontua que a invisibilidade decorre da negação da voz de grupos sociais marginalizados. Logo, percebe-se que ao excluir as causas sociais de pessoas em situação de rua a mídia os coloca em um cenário de invisibilidade. Por conseguinte a isso, há um agravamento na perda de direitos por eles estarem invisíveis ao meio social e ao governo.
Portanto, fica evidente que mudanças são necessárias. Para isso, cabe ao Estado, como órgão mediador do poder público, promover moradias a essa população em situação de rua, por meio de um programa, o qual alugue por um menor valor os imóveis vazios. De forma que, essa minoria possa exercer o seu direito e possuir um lugar para chamar de lar. Assim, cenas como aquelas vistas no conto “Duzu Querença” não se repetirão.