O acesso à moradia em questão no Brasil

Enviada em 18/08/2026

A Revolução Industrial, século XVIII, impulsionou avanços nas áreas da tecnologia, comunicação e transporte, porém corroborou com a intensificação das desigualdades sociais existentes. Nesse sentido, o Brasil é um país no qual muitos indivíduos não possuem uma moradia digna, com acesso a recursos essenciais como segurança, água, energia e saneamento. Em suma, dois grandes desafios para efetivação desse direito são as desigualdades econômicas e sociais, e a formação histórica.

Com base nisso, a diferença econômica configura-se como empecilho para a posse do lar adequado, em relação as pessoas de baixa renda e vulnerabilidade. Conforme o geógrafo Milton Santos, a modernidade e o dinheiro tornou-se o centro, esmagando a humanidade e gerando espaços profundamente segregados. Sob essa ótica, é imperiosa a correção desse fator a fim de debelar as desigualdades do país.

Ademais, a formação histórica contribui também para que parte da população viva em situações precárias. O evento conhecido como Bota-Abaixo, ocorrido no século XX, marca a reforma do centro do Rio de Janeiro e em contrapartida, a demolição e expulsão dps moradores ao redor, obrigando o povo brasileiro a correr para os montes, ocasionando as favelas. Nesse contexto, uma mudança urgente e pragmática deve ser realizada visando a transformação desta atual conjuntura.

Infere-se, portanto, que as desigualdades e a formação histórica são obstáculos para a efetivação do direito à moradia digna. Então, cabe ao Governo Federal -órgão máximo responsável pela organização social- promover leis e programas, por intermédio dos poderes Legislativo e Executivo e da Mídia -grande de vingadora de informações- como intuito de efetivar as moradias dignas para todos. Assim, o Brasil será um país, no qual seus habitantes usufruirão de sua dignidade com uma pessoa humana.