O acesso à moradia em questão no Brasil

Enviada em 23/06/2024

Desde a abolição da escravatura, houve uma intensa marginalização dos recém-libertos, deixados à deriva. Infelizmente, o acesso à moradia ainda é um impasse pertinente no atual contexto brasileiro, no qual o cidadãos não usufruem de seus direitos básicos. Por isso, torna-se imprescindível analisar o acesso à moradia no Brasil, destacando a desigualdade econômica e a indiligência estatal.

Inicialmente, é imperioso notar que a desigualdade econômica no território nacional é um dos principais fatores que afetam o acesso à moradia, visto que a falta de renda está diretamente ligada ao poder de compra da população. Pensando nisso, segundo a revista exame, o Brasil está entre os países com maior disparidade de renda no mundo, o que significa que muitas pessoas não possuem o suficiente para adquirir um imóvel. Dessa forma, a desigualdade econômica não apenas limita o acesso à moradia adequada, mas também perpetua um ciclo de exclusão e privação. Evidentemente, é trágica a execução dessa violência simbólica, pois expõe os brasileiros de baixa renda a um grande sofrimento e condições precárias.

Além disso, a banalização estatal é um fator significativo que impacta o acesso à moradia. Notadamente, quando o estado falha em garantir moradia digna, ele deixa de cumprir um direito básico do cidadão. Na opinião do filósofo Thomas Marshall, a efetivação da cidadania depende da conquista dos direitos civis, políticos e sociais. Com isso, percebe-se que a cidadania está se desfazendo devido à constante omissão do poder público, que não cumpre artigo 6º da Constituição Federal. Notoriamente, a indiligência estatal não apenas contraria os preceitos legais, como também, marginaliza os cidadãos de baixa renda, assim como os ex-escravos foram após a abolição da escravatura.

Portanto, considerando as informações supracitadas, é essencial adotar medidas para facilitar o acesso à moradia no Brasil. Nesse sentido, cabe à Secretaria Nacional de Habitação promover políticas públicas que favoreçam a população mais carente, através do parcelamento de imóveis mais acessíveis e investimentos em habitação popular, com objetivo de cumprir o artigo 6º da Carta Magna e efetivar a cidadania, da mesma forma que Thomas Marshall descreve.