O acesso à moradia em questão no Brasil
Enviada em 11/10/2024
A obra O Cortiço, de Aluísio de Azevedo, aborda, de forma acentuada, a falta de infraestrutura das personagens que vivem em uma moradia coletiva, cuja as condições de vida mostram-se insalubres. Essa representação pode ser relacionada com a falta acesso à moradia em questão no Brasil, influenciada pela desigualdade socioeconômica e urbanização desordenada.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a desigualdade social. Nesse viés, a escassez de políticas que garantam direitos básicos, como moradia, educação e emprego, perpetua a desigualdade. Essa negligência, para John Locke, filósofo contratualista, configura-se como uma violação do “contrato social”, pois o Estado não garante que os indivíduos possuam seus direitos indispensáveis, como a falta de acesso à moradia, problema recorrente no Brasil.
Adicionalmente, é essencial manifestar a urbanização desordenada como impulsionador da falta de acesso à moradia no país. Considerando o êxodo rural do Brasil, que se iniciou no século XX, a macrocefalia urbana, mostrou-se rápida e desordenada, o que acarretou em rugosidades urbanas, favelas, déficit habitacional e gentrificação. Assim sendo, são de suma importância as medidas que interfiram na falta de moradia no Brasil.
Portanto, combater o problema mostra-se necessário. Para isso, é imprescindível que os órgãos governamentais, por intermédio de moradias populares, ofereçam subsídios para reduzir o custo de moradia, a fim de assegurar abrigo para famílias economicamente vulneráveis. Assim, garantindo o acesso à moradia em questão no Brasil.