O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 09/07/2018
Do século XV ao XIX, com o exponencial da antropologia e ciência como base racional da moral civilizatória, preceitos e dogmas que sustentavam o modo de vida e regras sociais atenuaram-se, fomentando a liberdade individual e livre-arbítrio do modo de agir e pensar nos séculos XX e XXI. Na conjuntura hodierna, entretanto, nota-se o aumento da depressão entre jovens brasileiros, motivados pela debilidade da certeza no sistema econômico capitalista atual e efemeridade das relações sociais.
Numa primeira instância, são perceptíveis aspectos da configuração econômica capitalista como provedor do aumento depressivo entre jovens no país. Em tal contexto, com a riqueza dos modos de vida proporcionados pelo mercado capital, moldes de personificações de vidas são difundidos e seguidos como padrões a serem alcançados, formando, assim, uma imagem idealizada posicionada em pedestal social. Nesse viés, jovens são influenciados pelos fatores sociais da sociedade a alcançarem o modelo, sendo, às vezes, retratos de vidas frustrantes – como no ‘‘Facebook’’ -, colaborando para crescente depressão de jovens no Brasil.
Além disso, é explícita a debilidade das relações sólidas no contexto do convívio social. Posto isso, segundo P.Bourdieu, a sociedade contemporânea define-se pela débil desagregação familiar e de laços duradouros, ressaltando a aumento da depressão e suicídios como doenças crescentes no século XXI. Nesse âmbito, com uma fragmentação das bases sociais da formação individual – a família -, comportamentos são moldados pela ausência da presenta familiar e grande desenvolvimento tecnológico, reduzindo diálogos e contos progressivamente entre entes, resultando em uma crescente na depressão juvenil contemporânea. Desse modo, ações mútuas entre ONGs e Ministérios precisam ser tomadas como necessárias, e não fato opcional.
Dessarte, infere-se a gradual mentalidade do homem ao seu aperfeiçoamento social e racional, desvinculando valores pré-estabelecidos para uma livre responsabilidade, acarretando consequências como a depressão. É mister, portanto, que o Ministério da Educação retifique a grade curricular dos futuros docentes, adaptando matérias de ‘‘Antropologia Social e sua e Evolução’’ e ’’ Filosofia’’, com propósitos de tornar os jovens críticos as mudanças sociais e hábeis ao contexto social, além de debates entre alunos e professores. Ademais, buscando suporte alternativos à instituição Educacional, por conseguinte, instituições familiares podem formar políticas públicas, aliado com ONGs, na aproximação e conversas lúdicas entre jovens e psicólogos na preservação da psique e sobre o controle da ilusão das redes e modelos de vida, com o fito de mitigar a depressão dos jovens no Brasil.