O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 18/07/2018

Define-se como depressão o distúrbio mental caracterizado pela perda de interesse em atividades, prejudicando significativamente o dia a dia. Segundo a Constituição Federal de 1988, no seu artigo 196, é dever do Estado garantir o acesso à saúde, bem como é responsável pelas medidas públicas para zelar pelo bem-estar psicológico de todos os cidadãos brasileiros. No entanto, o Poder Público encontra desafios para cumprir a lei, devido à deficiência presente nas instituições sociais e as redes sociais.

Primordialmente, ressalta-se que, no Continente Americano, o Brasil é vice-campeão em casos de depressão, possuindo 12 milhões de pessoas - a maioria adolescente - com essa doença, de acordo com uma pesquisa publicada, em 2017, pela OMS. Nesse ínterim, é possível destacar o seriado da Netflix, “Os 13 porquês”, em que a protagonista da trama é portadora da depressão e sofre intimidações, entretanto, quando não consegue ajuda acaba optando pelo suicídio. Em 2016, houve uma situação análoga a essa, no Espírito Santo,  um garoto de 12 anos, antes diagnosticado com depressão, se suicidou após sofrer bullying na escola. Desse modo, é notável que as instituições sociais contemporâneas, por exemplo, a escola e a família, encontram-se desorientadas, pois, consoante a Bauman, nos tempos atuais, as relações entre os indivíduos nas sociedades tendem a ser menos frequentes e menos duradouras, colaborando para o aumento dos casos de depressão.

Outrossim, as novas tecnologias, principalmente as redes sociais, estão mudando e facilitando a vida dos sujeitos constantemente. Porém, conforme Augusto Cury, a internet têm seus lados negativos, porque a comunicação está se tornando superficial e isso afasta as pessoas cada vez mais daqueles que estão próximos. Isto posto, é perceptível o uso excessivo das redes sociais pelos depressivos como maneira de refúgio do mundo real, levando a uma interação superficial. Tendo como exemplo, o Instagram, eleito a pior rede social, por uma pesquisa da Universidade de Harvard, em virtude de ter impacto negativo no sono e na autoimagem dos jovens, em razão da visão utópica da perfeição. Perante o exposto, comprova-se que as mesmas plataformas que ajudam os jovens a se conectarem, também estão alimentando uma crise na saúde mental que acarreta na depressão.

Diante dos argumentos supracitados, é inegável que o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, criem programas de tratamento psicológico em escolas e postos de saúde, e também elaborando e divulgando campanhas nos meios de comunicação, visando extinguir a depressão do território brasileiro. Portanto, evitando o suicídio e respeitando à Carta Magna, uma vez que o direito a saúde foi garantido.