O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 08/07/2018

De acordo com Durkheim, a sociedade é responsável pelas caracterizações e modelações a qual o indivíduo está sujeito quando chega à sociedade. Estas definições enquadram o homem a somente uma das inúmeras possibilidades do que ele pode ser e seguir, e quando o mesmo não o realiza pode estar sujeito a transtornos mentais como a depressão. Segundo a UNIFESP 28% dos que possuem esta patologia são jovens,que decorrentes da constante cobrança, descontentamento com a imagem corporal e medo do futuro, são mais suscetíveis a adquirir tal doença. Pontos nevrálgicos que são vitais para mitigar tal contexto problemático são modificações na tríade Estado,mídia e educação.

A priori, o ideal da contemporaneidade no qual o sucesso é regra, influencia significativamente sobre a vida dos jovens brasileiros. Estes, sujeitos a mudanças e amplitudes hormonais, são persuadidos por modelos de corpos midiáticos e vitórias constantes na vida, e que tais pontos são fundamentais para o indivíduo ser aceito no grupo social. Ademais, o bullying daqueles que não seguem o estipulado pela sociedade é frequente, e em casos mais graves pode levar ao suicídio estipulado por Durkheim como egoísta, no qual o indivíduo toma tal atitude por não identificar-se com nada ao seu redor.

Outrossim, como o indivíduo é um homem político, ele só será feliz quando se organizar na sociedade. É necessário assim que o Estado, como corpo organizacional, crie um ambiente que vise assistir os jovens que perpassam por tal complexidade. Além disso, a mídia tem sido propulsora de tais transtornos mentais, quando associadas a empresas,assumem papel paradoxal ao seu objetivo primordial, seguindo a vertente de Adorno e Horkheimer no que tange a indústria cultural. A família, por sua vez, deveria atuar como agente identificador para tratar de forma adequada a depressão nos jovens, praticando a reflexividade constante na forma educacional e comportamental dos menores.           Impende-se, portanto, diretrizes para atenuar tal contexto problemático. O Ministério da Educação, em conjunto com a família dos alunos, deveria propiciar palestras para os responsáveis de como identificar, nos menores, indicativos de depressão. Tendo o auxílio de pedagogos e hebiatras, ensinar quais medidas recorrer caso o aluno adquira essa doença e cartilhas de como prevenir seriam essenciais, tendo o fito de precaver e auxiliar o jovem de tal patologia. A mídia teria que revisar seus conteúdos, visando a abrangência no que tange a inclusão de todos variáveis tipos de corpos e a máxima naturalização de que o erro faz parte do homem, a fim de mitigar atitudes que por fim desencadeiam a depressão nos brasileiros. Assim,poder-se-á executar o real progresso do Brasil.