O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 15/07/2018
A animação “DivertidaMente” personifica e mostra os conflitos de cinco emoções – Raiva, Nojo, Medo, Tristeza e Alegria – ao tentar controlar a mente de uma menina de 11 anos. Fora da animação, o descontrole e a persistência de algumas emoções, como a irritação por exemplo, caracteriza a depressão, uma das doenças mais recorrentes no mundo, principalmente entre adolescentes brasileiros. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
Primeiramente, é necessário pontuar que as mídias, principalmente as redes sociais, têm um grande poder persuasivo, e são responsáveis por impor padrões, em sua grande maioria tóxicos, na sociedade. Nessa lógica, os adolescentes, que ainda estão construindo sua identidade, tentam seguir essa influência e ao não conseguir alcança-los, sentem-se deslocados. Por conseguinte, surge a depressão, de modo a causar entraves à formação desses indivíduos e, no futuro, sua inserção no mercado de trabalho bem como aumenta a chance de um desfecho fatal.
Além disso, a alta incidência de depressão na sociedade, principalmente entre os jovens, se dá pela falta de apoio enfrentada por muitos no âmbito familiar, causada pela ignorância acerca da doença, suas manifestações e seu tratamento. Esse desconhecimento impede que o problema seja identificado precocemente e tratado adequadamente, abrindo brechas para o surgimento de outros problemas, como o comportamento antissocial. Por outro lado, a falta de assistência psicológica na rede pública de saúde é uma barreira na superação da depressão, impedindo o acesso das massas ao tratamento.
Logo, a depressão afeta todo o corpo social e é um desafio que precisa ser superado no país. Se faz imperativo que o Ministério de Saúde implemente o atendimento psiquiátrico nas emergências públicas e, numa ação conjunta com o Ministério da Educação, promova oficinas de saúde, visando à elucidação de pais e alunos acerca da depressão, por meio de palestras nas escolas com médicos psiquiatras e psicólogos que orientem acerca da identificação e tratamento.