O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 09/07/2018

A depressão está em constante expansão em todo o mundo, visto que existem diversos fatores que contribuem para o aumento de pessoas depressivas, como o bullying praticado, especialmente, entre jovens. Sendo assim, mesmo em um mundo globalizado e integrado em diversas redes de comunicação é possível enxergar muitos casos de indivíduos solitários e que não conseguem se incluir nos patamares sociais. Além disso, a própria ordem individualista propiciada pelo capitalismo técnico-informacional e a administração de tecnologias incrementam muitos casos de depressão, já que a falta de convivência coletiva e a utilização de instrumentos comunicativos para favorecer a opressividade são situações recorrentes nos últimos tempos. Dessa forma, a depressão ganha espaço na sociedade.

O crescimento dessa doença mental tem demonstrado grande influência nas práticas de suicídio, principalmente devido ao extremo individualismo capitalista que interfere na convivência social e o uso de meios comunicativos para incrementar a opressão social, seja por fatores discriminatórios e preconceituosos ou por imposição de padrões sociais determinados. Com isso, o Brasil não está longe dessa realidade, pelo contrário, possui uma expressiva parcela de casos de depressão, já que em um estudo proporcionado pela Organização Mundial da Saúde, em 2017, mostrou que o Brasil tem a maior prevalência da doença de toda a América Latina. Desse modo, analisa-se que a falta de políticas públicas em escolas e comunidades são fatores que permite que os índices de depressão se evoluam.

Sobretudo, a depressão pode assumir condições mais graves para o indivíduo e a sociedade, pois o suicídio pode ser consequência desse transtorno mental provocado por fatores sociais não assistidos e combatidos. Assim, exemplo disso é o livro Os sofrimentos do jovem Werther, de Johann Goethe, que conta a história de um rapaz que suicidou-se devido a um descaso amoroso. Além das contemplações da literatura, o mundo convive com aspectos relevantes que provocam o isolamento social e, consequentemente, o desenvolvimento da depressão. Fato disso é a presença dos diversos tipos de discriminações e preconceitos, como a prática do bullying entre jovens em idade escolar. Dessa maneira, os problemas vigentes na sociedade tem uma enorme participação na depressão de jovens.

Por conseguinte, é fundamental que o Ministério da Saúde, juntamente com o Ministério da educação, desenvolva programas que assistam os jovens que passam por problemas sociais, de forma que desperte o interesse dos indivíduos em combater a depressão, destacando a importância da coletividade e a integração social no processo de convivência. Além disso, as universidades e escolas públicas podem desenvolver debates entre alunos e professores sobre os diversos problemas sociais que acarretam a depressão. As pessoas, por sua vez, podem incrementar as interações sociais.