O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 09/07/2018
Segundo o pensamento de Claude Lévi-Strauss, a interpretação adequada do coletivo ocorre por meio do entendimento das forças que estruturam a sociedade, como os eventos históricos e as relações sociais. Esse panorama auxilia na análise da questão do aumento da depressão entre os jovens no Brasil, visto que a comunidade, historicamente, marginaliza as minorias, o que promove a falta de apoio da população e do estado para com essas pessoas, dificultando a sua participação plena no corpo social -o que evidencia uma crise social.
Em primeiro plano, evidencia-se que a coletividade brasileira é estruturada por um modelo excludente imposto pelos grupos dominantes, no qual o indivíduo que não atende aos requisitos estabelecidos, branco e abastado, sofre uma periferização social. Assim, ao analisar a sociedade pela visão de Lévi-Strauss, nota-se que tais grupos não são valorizados de forma plena, pois as suas necessidades de inclusão social são tidos como uma obrigação pessoal, sendo que esses deveres, na realidade, são coletivos e estatais. Com isso, basta refletir em relação a uma pesquisa feita pela Organização Mundial da Saúde(OMS) que diz que o Brasil é o país com maior prevalência de depressão da América Latina, com 5,8% da população sofrendo com essa doença, afetando um total de 11,5 milhões de brasileiros.
Outro ponto relevante, nessa temática, é o conceito de modernidade líquida de Zygmunt Bauman, que explica a queda das atitudes éticas pela fluidez dos valores, a fim de atender aos interesses pessoais, aumentando o individualismo. Desse modo, o sujeito, ao estar imerso nesse panorama líquido, acaba por perpetuar a exclusão e a dificuldade de participação plena na sociedade, por causa da redução do olhar sobre o bem-estar dos menos favorecidos. Em vista disso, o aumento da depressão entre os jovens est presentes na estruturação desigual e opressora da coletividade, bem como em seu viés individualista, diminuindo as oportunidades sociais e direito a um tratamento especifico dessa minoria.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Desarte, os pais devem conversar com seu filhos, e prestar atenção em suas atitudes, para que recebam a devida assistência, promovendo a diminuição considerável de casos de mortes por essa doença. Logo, o Ministério da Educação(MEC) deve instituir nas escolas, palestras que discutam o combate a depressão, a fim de construir o progresso sem desconsiderar a ordem. Já dizia o politico e ativista Nelson Mandela “A educação é a maior arma que se pode usar para mudar o mundo”.