O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 09/07/2018
Desde o iluminismo, estende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. Conquanto, quando se observa o aumento do número de jovens com depressão no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática. Nesse ínterim, a problemática persiste intrinsecamente ligada a realidade do país, isso se deve pela pressão pessoal e social vivida pelos adolescentes no mundo hodierno, uma vez que, as relações humanas se intensificaram, sobretudo com as gerações mais novas, em consonância, o pouco apoio familiar e social ao subjugar tal doença propiciam, em tautocronia, para acentuar as vítimas. Nesse sentido, é impreterível analisar as principais causas de tal postura negligente para a sociedade. Mormente, é indubitável que em comparação com as primícias de nossas raízes históricas até o sodalício em que vivemos, o número de jovens vítimas da depressão medrou. De maneira análoga, como advoga o sociólogo Zygmunt Bauman vive-se uma modernidade líquida, devido a inconstância e rapidez em que os processos e relações sociais se dão. Nessa acepção, os adolescentes são o grupo etário que melhor reproduzem tal logica, ao buscar atingir seus objetivos de maneira cada vez mais instantânea. Todavia, quando o respectivo precípuo não é alcançado muitos jovens desenvolvem quadros de frustamento, melancolia, isolamento, ansiedade e, por conseguinte a depressão, elucidando no que lhe concerne, um imbróglio conspícuo contemporâneo.
Outrossim, a Organização Mundial da Saúde, relatou em 2016 que a depressão é um dos notáveis problemas de saúde entre os jovens, coeficientes prementes correlatados ao suicídio, a OMS também alega que tal doença é resultado de uma combinação complexa de fatores sociais, psicológicos e biológicos. Sendo assim, como reitera Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotada de exterioridade, coercitividade e generalidade, logo, o âmbito familiar e social ao exercer uma significativa pressão, esperando que os mesmos sejam capazes de exercer inúmeros papéis sociais de maneira eficiente sobrecarrega os sujeitos propicia, assim, a insegurança e a depressão para as novas gerações.
Diante desse prisma, são imprescindíveis parâmetros que visam a atenuar o número vítimas da depressão entre os jovens no país. Destarte, urge por parte do Ministério da Educação, oferecer no currículo escolar do ensino médio profissionais como psicólogos e psiquiatras que ajudem a instruir os adolescentes, por meio do diálogo, palestras e debates que tenham experiência comprovada nesse cenário específico, a fim de atenuar as imprecisões sobre os adolescentes. Ademais, a família e corpo social devem, por meio do diálogo, atenuar a pressão exercida nos jovens exigindo menos desafios para o adolescente. Por fim, a associação entre a família e corpo social exercerá a pratica do que foi, em teoria, promulgado no contexto do iluminismo.