O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 09/07/2018

Durante a segunda geração do Romantismo, conhecida como “ o mal do século”, tensões sociais do período corroboraram para o desejo de fugir da realidade buscando a morte. No panorama atual, a depressão se tornou crescente entre os jovens e, muitas das vezes, buscam o mesmo refúgio desse tempo literário. Tal questão merece zelo, pois torna-se necessário o apoio da saúde pública e da sociedade.

Embora o Estatuto da Criança e do Adolescente preze pelo cumprimento dos deveres da família e da comunidade em garantir o bem estar dos jovens, parece que isso não está acontecendo. Dessa forma, é oportuno frisar sobre os riscos causados pelo bullying, prática que contribui para o isolamento social da vítimas, principalmente em ambientes escolares, visto que a falta de assistência familiar e dos profissionais da educação viabiliza o problema. Assim, nota-se que a depressão é decorrente de fatores externos e internos, que devido à negligência de discussões sobre a importância do assunto, afeta a integridade física e emocional de milhares de jovens.

Ademais, desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, é notório que mesmo com o elevado índice de suicídio entre os jovens, fica evidente a despreocupação social diante do fato, sendo este ignorado por gerações mais avançadas devido a ausência de conhecimento acerca do impasse.

Deve-se constatar, portando, que a juventude seja restaurada pelo prazer de viver, “Carpe Diem”, através de ações de suporte emocional aos afetados pela depressão. Para isso, é necessário que ONG’S especializada na área atuem nas escolas palestrando para professores e pais sobre como identificar sintomas de depressão nos jovens e como tomar providências, para que evite-se futuros suicídios. Além disso, é importante que psicólogos e psiquiatras, com apoio da Prefeitura, atuem nos centros comunitários dos bairros dando assistência médica à população.