O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 08/07/2018

A Magna Carta brasileira, de 1988, garante políticas sociais e econômicas que visam a redução de doenças. No entanto, a prática deturpa a teoria, uma vez que, a depressão torna-se recorrente na sociedade. Sabendo disso, o crescimento da doença - em sua grande maioria nos jovens - são frutos da constante conquista da felicidade e da inoperância Estatal.

Antes de tudo, é necessário constatar que o aumento da depressão, sobretudo nos jovens vem sendo ocasionado pela faminta busca da felicidade. Embora, criticadas desde o século XIX pelo franceses Adorno e Horkheimer, as indústrias culturais estão sempre vendendo experimentos que prometem a satisfação, como: status, dinheiro, casamento, carros, etc. Destarte, com a realização de tais experiências e o não contentamento, os indivíduos apresentam quedas nos hormônios da felicidade - ocitocina, dopamina, serotonina, endorfina - o que leva como consequência o uso de drogas e o suicídio.

Somado a isso, a ineficiência do Estado na circulação de informações sobre o risco causado pela depressão, propicia na vulnerabilidade dos adolescentes. De acordo com o Mapa de Violência de 2017, o número de suicídios entre os jovens de 15 a 19 anos aumentou em 10% desde 2002. Isso acontece porque, a ausência do pais e a prática de bullying colaboram para os desgastes emocionais, pois a inexistência de diálogos e de ajuda médica alimentam o sentimento de inutilidade e pensamentos de morte.

Logo, faz-se necessário a abordagem dessa problemática. Cabendo ao Ministério da Saúde, em parceria com as Prefeituras na disponibilização de verbas para contratação de psiquiatras e psicoterapeutas, em postos ou bases comunitárias, no dever de diagnosticar e acompanhar jovens no tratamento da doença. Paralelamente, convém ao Ministério da Educação na capacitação de profissionais, por meio de palestras e canais educativos, a fim de conscientizar sobre os riscos e sintomas estimulando os indivíduos pela procura de ajuda.