O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 08/07/2018
Nos primeiros estudos sobre depressão, o psicólogo Rollo May a definiu como a incapacidade de construir um futuro. É sob essa condição mental, que um número cada vez mais crescente de jovens brasileiros depressivos lutam, diariamente, para sobreviver aos efeitos de uma doença, gerada pela intensa manipulação midiática da realidade contemporânea e pelo bullyng.
O uso intenso da mídia e de redes sociais, fortemente presente no cotidiano, é um dos fatores que influência no aumento da depressão entre jovens. A exemplo disso, um estudo feito pela Universidade de Pittsburgh indicou que os indivíduos mais viciados tem cerca de 3 vezes mais chance de desenvolver depressão, quando comparado aos outros usuários. Tal fato ocorre também entre a juventude brasileira, pois, muitos estão em fase de formação emocional e a maioria não dispõem de boa renda familiar, e quando expostos a um estilo de vida utópico passado pela internet, adotam o sentimento de fracasso, de tristeza e melancolia em suas vidas. Além disso a sociedade banaliza os casos de depressão, mitigando os sintomas e os associando a estados emocionais naturais da fase de um jovem. Dessa forma, doentes e sem apoio, os indivíduos tendem ao estado de tristeza e de baixas perspectivas para o futuro, optando até pelo o suicídio como forma de aliviar a dor emocional.
Aliado aos efeitos da internet, milhares de jovens em estado depressão desenvolvem a doença devido às contantes práticas de bullying. Uma vez que o padrão estético no Brasil é fortemente determinado, os adolescente não enquadrados tendem a ser alvos de chacota pelo físico. Além disso, questões como classe social e costumes de cada região do país também podem ser ferramentas para o bullying, criando uma imensa discriminação e por consequência aumento nos casos de depressão. Entretanto, tais comportamentos desrespeitosos são tratados por grande parte da sociedade com naturalidade, assemelhados à brincadeiras, permitindo que a doença acometa cada vez mais jovens brasileiros, impedindo-os de traçar planos futuros.
Tendo em vista os argumentos apresentados, a Família deverá auxiliar os jovens no crescimento emocional, impondo limites ao acesso as internet, praticando atividades de lazer conjuntamente, de forma que os mantenham focados em outras ocupações, devem ainda manter contantes diálogos, a afim de evitar isolamento, tristeza e falsas percepções da realidade. Ademais, as famílias devem tratar o bullying com seriedade para com os jovens, reforçando as consequências de pequenas ações desrespeitosas, devem monitorar a vida dos jovens, a fim de evitar que esses estejam acometendo vítimas. Com tais propostas, as famílias construirão jovens conscientes de suas ações e do mundo real, possibilitando que tenham maior resistência as ilusões e compartilhem de um futuro saudável.