O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 08/07/2018

“Em um  mundo onde existe uma riqueza de informação, existe frequentemente uma pobreza de atenção.” A máxima do político Ken Mehlman ilustra o contexto hodierno brasileiro, no qual, apesar dos mecanismos de informações existentes, que revelam a importância de uma boa saúde metal por todos, a depressão e o suicídio ainda se fazem presentes, em proporções cada vez maiores. Desse modo, evidenciam-se a negligência governamental, bem como as mudanças comportamentais da adolescência. Destarte, é imprescindível que o Estado reformule as medidas adotadas, por meio de campanhas, que estabeleçam maiores acompanhamentos psicológicos para a sociedade.

A priori, as medidas de incentivo ao acompanhamento psicossocial são cada vez mais escassas na esfera Federal. Nessa perspectiva, a atenção dada ao segmento público pelo Governo é praticamente nula, por priorizar outras áreas sociais, colocando o desequilíbrio mental como algo inofensivo, ou pouco danoso, visto que a depressão não mata mais que o crime organizado no Brasil. Em face dessa conjuntura, têm-se reduzidas campanhas e especialistas financiados pelo Estado na área da psicologia, a serviço da população, culminando em uma desinformação e mistificação, de que só pessoas com distúrbios mentais graves necessitam de acompanhamento psíquico.

A  posteriori, a puberdade associada as constantes cobranças a que são expostos é ainda um agravante da situação. Haja vista que as mudanças hormonais e as pressões decorrentes da passagem para a vida adulta contribuem para quadros de tristeza profunda, ansiedade e casos de depressão. Em decorrência disso, observa-se o aumento nos índices de depressões associadas ao suicídio, visto que muitos jovens não buscam auxílio de imediato por medo de ser discriminado pela sociedade que ainda vê a depressão como uma banalidade ou “frescura”, ou por não terem acesso a psicólogos, contrariando o artigo 196 da Constituição, por não oferecer uma saúde completa.

Dado o exposto, fica evidente a iminência em cessar a problemática. Assim sendo, o Estado deve assegurar a melhoria das políticas públicas relacionadas a saúde mental, por intermédio de parceria com empresas privadas, criando acordos para promover um maior acesso dos jovens a psicólogos em escolas ou em UPAs, além de estimular a desmistificação acerca do tratamento, com o objetivo de diminuir os índices de depressão juvenil. Paralelamente, as Universidades que ofertam cursos na área psicológica, em parceria com o Governo, podem desenvolver ações como palestras e consultas, que levem assistência  especializada à sociedade, por meio de campanhas governamentais contínuas, mobilizações e auxílio das secretárias de saúde, com o fito de atingir o bem-estar coletivo, cumprindo, assim, a Constituição