O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 09/07/2018

“O importante não é viver, mas viver bem”. Segundo Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância que ultrapassa o sentido da própria existência. Entretanto, essa não é uma realidade para os jovens brasileiros, que padecem pela depressão. Com isso, ao invés de agir para tentar aproximar a prática descrita por Platão da vivenciada por esses indivíduos, a pressão social contemporânea e a normalização de vários sintomas da doença acabam contribuindo para a degradante situação atual.

Convém ressaltar, a principio, que o alto desempenho seguido pelo imediatismo são dogmas da sociedade atual que, muitas vezes, trazem ansiedade e confusão na mente dos adolescentes, pois passam por um momento de transição, em consequência doenças como a depressão tem sido cada vez mais frequentes. Nesse contexto, o elevado e crescente números de casos da patologia funciona como a primeira lei de Newton, a lei da inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em movimento até que uma força suficiente atue sobre ele mudando-o de percurso, no caso tornando ínfima a ocorrência da depressão. Dessarte, diante do débil cenário marcado por elevadas exigências  há uma desproporção entre o posicionamento de Platão e o adotado no País.

Além disso, de acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, as condutas juvenis são, na maioria das vezes, estereotipadas, uma vez que socialmente os adolescentes são rotulados pela problematicidade e oclusão, porém essa atitude omiti possíveis sintomas da depressão que afeta drasticamente inúmeros indivíduos. Assim, há dificuldade na identificação da doença causa a padronização dos seus traços. Desse modo, a árdua situação juvenil é um óbice público que reduzido ampliará o acesso á cidadania e corrobora o pensamento de Platão.

Evidenciam-se, portanto, significativos empecilhos na redução dos casos de depressão entre jovens no Brasil. Por conseguinte, as Secretarias Municipais e Estaduais da Educação devem oferecer estudos de psicologia inseridos como currículo obrigatório, a partir da construção de trabalhos transdisciplinares que promovam o autoconhecimento nas disciplinas de Filosofia e Sociologia, para que haja o conhecimento dos limites internos e menos cobrança individual, pois com uma saúde mental efetiva os casos de depressão tendem a diminuir. Outrossim, canais de TV aberta e as redes sociais podem divulgar, por meio de peças publicitárias os sintomas da doença com histórias baseadas em fatos reais, com o objetivo de incitar a mudança na ideologia da população, pois tornará visível fatos importantes na identificação da patologia. Aumentam assim as chances de se alcançar uma cidadania pragmática e plural em que os jovens não apenas viverão, mas viverão bem.