O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 08/07/2018

A Segunda Geração do Romantismo, no Brasil, foi marcada pela depressão. Contemporaneamente, a doença continua a ser constatada nos jovens, tornando-a um problema que deve ser amenizado no país. Observa-se que o preconceito e a rotina da juventude estão entre as causas.

É indubitável que o conceito de felicidade desenvolvido pelo mercado capitalista é um fator para o problema. Para Steve Jobs, americano que transformou a informática, a jornada é a recompensa. Pensamento que não se alinha com o modo de vida capitalista, que ensina os jovens a terem para serem felizes, ou seja, se o jovem não dedicar o maior tempo possível para a profissão que dê a ele altos valores financeiros, a felicidade não será alcançada. Prova disso é o desgaste que os jovens possuem ao dedicarem tempo demasiado para buscar o sucesso profissional e não aproveitarem a “jornada” da vida.

Outrossim, a doença é polêmica, por conta disso, os jovens não buscam tratamento. Para Pío Bároja, escritor espanhol, o preconceito faz crescer dificuldades onde não há nada de difícil. Tal afirmação é nítida quando o tema é a depressão, uma vez que muitas religiões afirmam que a doença é possessão demoníaca, além de muitas pessoas considerarem que ela é “frescura" do jovem. Pensamentos assim levam muitos doentes a não se tratarem e impede que eles falem sobre seus conflitos, o que agrava o quadro clínico e pode levar o doente a cometer suicídio.

Nota-se, portanto, a importância de minimizar as causas da depressão entre os jovens. Cabe, ao Ministério da Educação e o da Saúde desenvolverem um programa com o objetivo de esclarecer a população sobre a doença e incentivar o tratamento. Para isso, palestras, feitas por professores, psicólogos e psiquiatras especializados no tema, devem ser administradas em escolas, universidades e em eventos voltados para o público alvo. Sempre com a presença de jovem que já passou por tratamento, para exemplificar que é possível e importante buscar ajuda.