O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 15/07/2018

Isolamento, irritabilidade, rebeldia. Características consideradas típicas da adolescência podem ser indícios de depressão. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), essa doença é a terceira principal causa de morte entre os jovens no Brasil, o que a torna um caso de saúde pública.

Para o sociólogo polonês Bauman, a modernidade é líquida, ou seja, emergem na atual socidade o individualismo e a efemeridade nas relações. Contudo, quem mais sofrem com essa nova perpectiva de relacionamento são os adolescentes, visto que buscam seus objetivos de maneira imediata e, quando não alcançam tal feito, acabam desenvolvendo depressão por conta da frustração e ansiedade. Outro aspecto do atual cenário dos jovens é a rede social, a qual evidencia corpos perfeitos que são inalcançáveis na realidade. Contudo, esse exibicionismo da perfeição faz com que adolescentes, principalmente do sexo feminino, não se aceitem, podendo tornar-se um problema psicológico.

Ademais, a depressão tem risco grave quando não tratada. Dentre os riscos, destacam-se a evasão escolar, abuso de álcool e outras drogas e até mesmo suicídio. O que torna esse problema ainda maior é o fato de que ainda não é visto como uma doença, mas sim como frescura ou preguiça. Segundo a OMS, cerca de 90% dos casos de suicídio são de pessoas depressivas, o que poderia ter sido evitado se a doença fosse  devidamente tratada.

Fica claro, portanto, que medidas devem ser tomadas para diminuir o índice de de depressão entre os jovens no Brasil. Para isso, o Ministério da Educação em conjunto com o Sistema Único de Saúde (SUS) e escolas devem realizar campanhas nas escolas para esclarecer sobre a doença e, se necessário, guiar o jovem ao posto de saúde mais próximo para que busque tratamento. Além disso, o SUS deve disponibilizar profissionais especializados como psiquiatras e psicólogos a fim de cuidar desses adolescentes. Somado a isso, o Brasil deve ter como espelho a França, a qual proibiu o uso de photoshop em campanhas publicitárias com o intuito de diminuir o culto ao corpo perfeito e, por conseguinte, diminuir o índice de transtornos psicológicos causados pela falta de autoaceitação.