O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 09/07/2018
Segundo o psicanalista alemão Erich Fromm, a principal tarefa do ser humano na vida é dar luz a si mesmo para poder se transformar naquilo que realmente é, em alguém mais livre e feliz. No entanto, em contratempo a tal concepção, a saúde mental é, por vezes, estigmatizada na sociedade contemporânea. Em decorrência da sua banalização, bem como o modo de vida atual, a depressão tem mantido jovens reféns ao ostracismo.
Em sua análise, Fromm relaciona o ambiente familiar e social como constante bloqueador da expressão do ser. O modo de vida contemporâneo, marcado pelo individualismo e por padrões comportamentais estereotipados, desempenha como fator inibitório de personalidade do indivíduo, acarretando por consequência a baixa autoestima. Além disso, muitos pais não desenvolvem o diálogo com seus filhos, deixando de participar ativamente de sua formação, a ausência dos responsáveis também é um dos fatores suscetíveis a desencadear trantornos.
Outrossim, a manifestação melancólica da depressão é comumente banalizada pela sociedade, não reconhecendo sua gravidade enquanto patologia. Pois, os sintomas que indicam a enfermidade são associados a brincadeiras, e quando esses se manifestam, são julgados como uma “tristeza momentânea”. Tal postura corrobora a falta de importância dado a uma doença que pode ocasionar a morte.
É evidente, portanto, elucidar a gravidade da depressão. Desse modo, o Ministério da Educação deve capacitar professores e demais profissionais ligados ao ensino a identificar possíveis casos, para que, junto aos psicólogos, a incidência possa ser diminuída no ambiente escolar. Além de conscientizar os responsáveis, por meio de palestras e encontros que visem debater a problemática.