O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 09/07/2018

A “crise de 29” abalou a sociedade econômica mundial com a queda da bolsa de valores de Nova Iorque; onde tal assertivo impulsionou um aumento catastrófico no índice de depressão, surtindo efeito direto no quantitativo de suicídio mundial. Todavia, no Brasil ainda são presentes mudanças sociais arcaicas, como o grande número de depressão entre os jovens. Diante da gravidade dessa situação, urge a mobilização conjunta entre o Estado e a mídia para seu efetivo combate.

Em primeiro lugar, vale salientar que as inconstâncias e rapidez das relações humanas na contemporaneidade ocasionam o individualismo. Consoante com a obra do Sociólogo polonês Zygmunt Bauman “modernidade líquida”, as interações individuais são o maior conflito da pós-modernidade. Consequentemente, uma elevada parcela da população tende a desenvolver depressão, sobretudo os jovens, por ser um grupo etário que busca atingir objetivos impostos pelo atual modelo social padronizado. Esse fato é intensificado devido à falta de compromisso do Governo Federal com os necessitados pela carência de ajuda psicológica de qualidade no setor público de saúde.

Outrossim, consoante com o mapa da violência no sistema de informação de mortalidade do Ministério da Saúde do Brasil, dos anos 80 até 2014 houve um aumento de 27% no número de suicídio de jovens entre 15 e 29 anos. Ademais, esse impasse assume contornos específicos no país, devido aos avanços da tecnologia na comunicação, como, por exemplo, a carência das interações entre pessoas por meio do diálogo coletivo e presencia.

Destarte, além de evidente, é fundamental uma política voltada para saúde pública brasileira, de forma a atender a demanda de pessoas em estado de depressão, desde o início do ensino infantil até a fase idosa, além disso, o apoio da mídia -grande formadora de opinião- é imprescindível para o combate ao transtorno, criando debates em rede nacional e campanhas publicitárias à fim de informar os estágios da depressão e onde buscar ajuda. Dessa forma, o combate à depressão entre os jovens brasileiros é de fato eficiente, tendo seu efeito apresentado em curto prazo, e assim o esteriótipo brasileiro mostrado ao mundo seja de uma população verdadeiramente feliz.