O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 09/07/2018

Ansiedade, sofrimento emocional e solidão são alguns dos diversos sintomas de uma terrível doença que pode levar suas vítimas ao suicídio - a depressão. Por conseguinte, deve-se reconhecer a necessidade de diminuir a ocorrência de casos desse grave distúrbio no Brasil, principalmente, entre os jovens. Nesse sentido, aspectos como a ineficiência estatal e o descaso social não podem ser negligenciados.

Em primeira análise, cabe pontuar que é um direito garantido pela Constituição Federal de 1988 o acesso à saúde qualitativa para todos os cidadãos. Entretanto, por conta de um governo imerso em escândalos de corrupções e, majoritariamente, ordinário, não se observa a efetividade da constituinte no cotidiano das pessoas com depressão. Uma prova são os hospitais públicos que, em grande escala, não contam com uma quantidade razoável de profissionais aptos a cuidarem de distúrbios psíquicos.

Além disso, alguns governantes tratam a enfermidade com desprezo. Em Julho de 2018, o deputado Marco Feliciano postou uma enquete em suas redes sociais questionando, de forma tendenciosa, se a temática é realmente causada por uma doença ou por demônios. Desse modo, sabendo que muitos governantes expressam pensamentos parecidos com o do deputado, por conta da ignorância e mediocridade, fica nítido o despreparo do Estado frente ao problema.

Outrossim, é necessário frisar que a sociedade, na maioria das vezes, também não da a  atenção básica e vital para as vítimas. Como revela a teoria lamarckiana, o meio induz mudanças nas formas e hábitos dos indivíduos. Dessa maneira, é primordial destacar que o ambiente é um fator importante, tanto para a causa e agravamento da doença, quanto para a profilaxia e tratamento. Exemplo são, respectivamente, os problemas familiares que muitas vezes causam ou agravam e o apoio de amigos que podem prevenir ou atenuar a enfermidade.

Medidas, portanto, são imprescindíveis para evitar o aumento da depressão entre os jovens no Brasil. Destarte, é preciso que o Ministério da Saúde implemente em todas unidades de Sistema Único de Saúde (SUS) e em Unidades de Pronto Atendimento (UPA) setores direcionados ao atendimento de pacientes com esse distúrbio por profissionais capacitados, a fim de garantir o tratamento desse cidadãos. Ademais, como expresso por Nelson Mandela, a educação é a melhor ferramenta para mudanças. Dessa forma, o Ministério da Educação deve promover nas escolas, por intermédio da disciplina de Sociologia, o debate sobre a temática, possibilitando aos alunos reconhecer a gravidade da questão e evitando discursos dotados de desinformação.