O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 09/07/2018

A depressão é o mal do século e atinge o mundo, uma vez que a prevalência é de 4,4% segundo a OMS. Já,o Brasil tem a maior recorrência da doença na Américas, estando atrás dos Estados Unidos. O país possui quase 6% da população com essa incidência, e muitas vezes, vem acompanhada da ansiedade, e, ainda é a principal enfermidade da adolescência.  As causas são multifatoriais e a falta de entendimento levam as pessoas ao preconceito.

Toda tristeza que não tem fim, é considerada preocupante. Dessa forma, pode-se classificar como um sintoma precoce da depressão — que pode ser definida de acordo com Pai da Medicina Ocidental, Hipócrates: “um estado de medo e desânimo duradouros”. E uma das fases mais propícias é na juventude, sobretudo porque estão na realidade da era da internet. Pois, é notório como as redes sociais tem mudado a forma de como a população se relaciona, inclusive nas casas das famílias, isto é, todos conectados, por exemplo, em seu celular, isolando quem está mais próximo de si mesmo. Isso priva de experiências fundamentais, e acompanhada da falta de empatia com o próximo pode levar a comportamentos depressivos. Uma vez também que é na adolescência que o jovem está em busca da identidade e muita vezes se isola, bem como irritabilidade, rebeldia, melancolia.

Nesse sentido, “a depressão é a incapacidade de construir um futuro” segundo o psicólogo americano Rollo May em seu livro “Love and Will” (Amor e Vontade) em 1969. Isso porque as pessoas nesse estágio possuem as dificuldades para encarar novos desafios, seja na escola, no trabalho e também nos relacionamentos. Os distúrbios psicológicos não são externamente evidentes, muitas vezes ficam camuflados, e assim as pessoas ao redor não percebem ou pensam que são condutas comuns na adolescência quando vê-se que a pessoa quer isolar no seu próprio mundo ou também os pais estão muito ocupados no trabalho ou mesmo no celular. E quanto mais cedo se percebe, é melhor para evitar problemas futuros. Além disso, também há o preconceito, pois é comum de se ouvir as pessoas dizendo que é depressão não é doença, e sim, frescura ; que para ficar bom é só ter força de vontade, como explica a neuropsicóloga Elaine di Sarno. Portanto, é difícil de se lidar, e é importante que a família e amigos saiba se colocar no lugar do outro a fim de encaminhar a um profissional.

Em suma, é preciso que a nação tenha mais empatia pelo próximo. Então, faz-se mister que o Ministério da saúde promova palestras em comunidades e escolas evidenciando os sintomas da depressão e ansiedade, para que as pessoas se ajudem. E que o Governo através da mídia divulgue canais de ajuda como o 188 (Centro de valorização da vida), a fim de que o enfermo tenha apoio emocional em momentos de crise e evite um possível suícidio. Assim, de frente se vence a doença.