O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 10/07/2018

Após o impacto do advento da internet nas relações sociais, houve certa democratização acerca de informações úteis à sociedade. Entretanto, ainda que o conhecimento circule  de forma mais assídua no Brasil hodierno, ainda há uma parcela considerável da população que banaliza a questão dos transtornos mentais, como a depressão. Nesse contexto, a baixa difusão de fatos científicos à respeito dos cuidados para com a saúde mental na sociedade configura-se como um grave entrave no combate ao aumento da depressão juvenil.

Em primeira instância, convém destacar a negligência social em torno da problemática como fato corriqueiro, pois, de acordo com a (BBC) Brasil - 2016 -, cerca de 40% dos brasileiros acreditam que a depressão não é uma doença, tampouco caso para tratamento. Essa conjuntura ratifica, certamente, um dos principais desafios entorno do assunto, haja vista que o ambiente social não deve ser local de repressão e intimidação das vítimas, que devem receber incentivo para recuperar sua resiliência.

Sob esse viés, percebe-se  quão nocivo é o ato de relativizar a doença, uma vez que a forma como o coletivo se porta diante da causa influencia diretamente nas tentativas de se criar um canal de comunicação direta com os vulneráveis.  De acordo com dados da (ABASME) de 2017, aproximadamente 50% dos afetados pela doença não procuram apoio profissional por acreditarem não se tratar de uma patologia. Ou seja, a falta de preocupação pública  no que tange à compreensão do tema, bem como ao suporte aos depressivos, interfere, indubitavelmente,   no estabelecimento de uma comunidade apta a direcionar os indivíduos aos devidos tratamentos e prevenções.

Diante dos fatos supracitados,  é evidente a necessidade de intervenções governamentais nessa causa. Urge, portanto, que o Governo Federal e o Ministério da saúde atuem, conjuntamente, na elaboração de campanhas nacionais de combate ao aumento potencial da depressão entre jovens; que visem à elucidação das massas, assim como seu direcionamento acerca de medidas de prevenção e opções de tratamento.   Ocorrer-se-á por meio de palestras e ações sociais de profissionais da psiquiatria em escolas e núcleos de atenção básica à saúde, que incentivem o debate e a atenção aos vulneráveis. Desse modo, a banalização da depressão, aos poucos, deixará de ser um entrave na luta contra o aumento da depressão entre os jovens brasileiros.