O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 16/07/2018

A obra “O Suicídio”, escrita pelo sociólogo, filósofo e psicólogo social Émile Durkheim, apresenta três tipos de autodestruição. Dentre eles, o suicídio egoísta, causado pela relação fragilizada entre indivíduo e sociedade e o descontentamento aliado à falta de razão para viver. Dessa forma, Durkheim descreveu a depressão, doença que tem atingido majoritariamente os jovens da comunidade brasileira nos últimos anos.

A forma negativa com a qual se discute saúde mental contribui para a elevação dos índices de transtornos mentais. Estigmas sociais como: achar que atendimento psicológico é desnecessário e não surte efeito, interfere diretamente na percepção do adolescente sobre sua situação. Esse então passa a se sentir envergonhado ou frágil por necessitar de ajuda, o que culmina no conformismo com os sintomas e oferece espaço para que a depressão se desenvolva.

Outro aspecto a ser observado é a pressão em se tornar bem-sucedido no atual mundo competitivo e sua relação com o transtorno depressivo. Tanto na escola como na faculdade, o objetivo de ser o melhor e tirar notas cada vez mais altas faz com que o indivíduo se compare aos outros constantemente, assim, sua autoestima é degradada ao passo que o nível de autocobrança cresce exponencialmente.

Portanto, fica evidente que a depressão na sociedade juvenil brasileira possui muitas raízes problemáticas, o que dificulta a diminuição de sua incidência. Sendo assim, certas atitudes podem, e devem, aos poucos amenizar o impasse ao invés de exterminá-lo por completo. O Ministério da Saúde poderá investir em campanhas de incentivo ao tratamento psicológico, como comerciais, palestras escolares e pontos de atendimento nas cidades. Assim, torna-se acessível o  esclarecimento sobre o transtorno. Mudando a forma de se pensar sobre si mesmo, o jovem se sentirá mais engajado em lutar contra sua própria depressão e também ajudar o próximo.