O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 12/07/2018
A Epidemia do Século
O livro “As Vantagens de ser Invisível”, de Stephen Chbosky relata a história de Charlie um adolescente de 15 anos, que se recupera de uma depressão. Análogo a essa situação o número de jovens depressivos no Brasil tem aumentado de forma expressiva, sendo visto como o mal do século. Dessa forma, essa problemática pode ser explicada devido aos padrões impostos pela sociedade e a falta de informação associada a um preconceito existente.
Em primeiro plano, a constante pressão social relacionada a diversos esteriótipos, estéticos e profissionais por exemplo, contribuem para o crescente aumento de casos de transtornos psicológicos, visto que existe uma necessidade de ser aceito socialmente. Assim para o escritor Michael Foley em “A Era da Loucura”, o século XXI transformou em uma meta absurda a busca pela felicidade, portanto o corpo ideal, o trabalho bem-sucedido e sentir-se parte de um grupo acabam gerando o isolamento, tristeza e a irritabilidade dos indivíduos que não se enquadram nesses padrões, provocando o deslocamento e a dificuldade em lidar com as frustrações da vida.
Somando-se a essa circunstância, a falta de informação a respeito do funcionamento social e biológico da depressão provoca um certo tipo de preconceito por parte da população, uma vez que é tratada na maioria dos casos como frescura e até mesmo sinal de fraqueza. Desse modo, a busca por ajuda médica se torna gradativamente menor e como consequência aumenta a vulnerabilidade emocional e a necessidade de satisfação imediata, encontrando no suicídio muitas vezes a única opção.
Medidas, portanto, são necessárias para resolver essa problemática. É preciso que o governo juntamente com a OMS (Organização Mundial de Saúde) promovam campanhas informativas através da mídia, com palestras de psiquiatras e psicólogos e comerciais que incentivem a busca por ajuda médica e familiar, para assim acabar com o preconceito que permeia esse tema. Como também que debates sejam feitos nas escolas e em locais públicos a respeito da autoaceitação e de formas de lidar com as dificuldades da vida, com exercícios físicos e tarefas coletivas. Só assim será possível diminuir os casos de depressão e melhorar a qualidade de vida desses indivíduos.