O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 12/07/2018
Durante o século XIX, a Segunda Geração Romântica, também conhecida como mal do século, representou, através de suas obras, a idealização da morte e a extrema melancolia daquela geração. Fora do contexto literário, o Brasil expõe um crescente número em casos de depressão, principalmente entre os jovens. Tal realidade pode ser explicada pela ditadura da felicidade vivida hoje, tendo como consequência o aumento de depressão e suicídios.
Em primeira análise, padrões estruturados pela sociedade e culto à vida perfeita exibido na internet pode desencadear sentimento de inadequação social. A Escola de Frankfurt foi uma grande crítica dos meios de comunicação de massa como forma de controle social, que criam uma espécie de ditadura da felicidade, onde ditam como se portar, o que usar, vestir, etc. Por consequência, isso gera um conjunto de frustrações para quem não pertencer a tal idealização, desencadeando muitas vezes a depressão.
Sob esse viés, a depressão pode ainda, além da extrema melancolia, se manifestar em atos de autodestruição, como o suicídio. Segundo a teoria de Durkheim, o autocídio está relacionado, sobretudo, com fatores sociais e ligado à falta de integração e não pertencimento do indivíduo na sociedade. Assim, se mostra imperativo repensar em ações de combate, uma vez que o suicídio é a quarta causa de morte de jovens no Brasil.
Faz-se necessário, portanto, adotar medidas eficazes contra a depressão, visto como sendo um problema de saúde pública. Cabe ao Ministério da Saúde investir em campanhas governamentais e debates que abranjam todos os públicos e em especial os jovens, a fim de esclarecer possíveis dúvidas sobre a doença, assim como incentivos à projetos já existentes como o Setembro Amarelo, estendendo-o não só para esse mês em específico, mas para todo o ano. Outrossim, deve-se oferecer tratamento gratuito no sistema de saúde, com profissionais qualificados, como médicos e psicólogos. Talvez assim, a depressão vire um mal exclusivo da literatura romântica.