O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 13/07/2018

No final da idade média e início do Renascimento, as pessoas que apresentavam algum tipo de distúrbio psicológico eram nomeadas de loucas e afastadas do convívio em sociedade. Contudo, mesmo com os avanços na área da medicina e a definição de doença mental, o preconceito com esses indivíduos ainda é alarmante na sociedade brasileira, visto que pode afetar pessoas de qualquer idade e que os jovens, principalmente, são ignorados do quadro da depressão. Além disso, a falta ações e políticas voltadas para o combate dessa doença, são fatores que agravam ainda mais a situação e o controle de tal.

Dito isso, de acordo com o médico cancerologista e escritor Drauzio Varella, a depressão, que é caracterizada pelo sentimento de tristeza constante e a perda de motivação para efetuar as ações diárias, é mais forte nas idades de transição. Isto é, a passagem da infância para a adolescência pode desencadear o distúrbio, devido às mudanças e desafios impostos nessa fase. Como por exemplo, a entrada no ensino médio, no qual muitos jovens sentem-se pressionados a seguirem padrões estabelecidos pelas turmas, ou por não se encaixam nesses paradigmas, podendo ocasionar no isolamento, depressão e até mesmo suicídio.

Todavia, a falta de percepção e atenção para com essa pessoa tanto nas escolas, que muitas vezes não debatem o tema das doenças mentais nas salas de aula, quanto dentro das próprias resistências dos adolescentes, e também por falta de propagandas e palestras da parte do Governo levam a banalização de tal patologia. Com isso, tem-se a exemplo pesquisa do diretor da NeuroVox e pesquisador do laboratório de neurociências clínicas da UNIFESP, Pedro Calabrez, evidenciou que ao procurar na barra de pesquisa do Facebook por “depressão”, aparecem páginas de humor. Ou seja, a pouca seriedade ao se tratar dessa faz com que haja na população a psicofobia, que é designado pelo preconceito voltado às pessoas que possuem doenças mentais.

Portanto, dado que o Brasil apresenta, cada vez mais, um número maior de jovens com depressão, é de suma importância que o Governo Federal invista, de forma efetiva, nas área da saúde mental. Por meio de impostos, esse deve, em parceria com as escolas públicas das grandes cidades, disponibilizar palestrar com psicólogos nas escolas, para todas as séries, propondo um momento de entendimento sobre como a depressão pode se manifestar, a quem recorrer e o que fazer para diminuir o número de casos. Além disso, os pais devem ficar atentos aos pequenos sinais dos filhos, como alterações nas noites de sono e tristeza profunda, e procurar conversar com esses. Para que, dessa forma, o debate sobre a depressão na sociedade brasileira possa alcançar todos e acabar com o preconceito exixtente.