O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 14/07/2018
Precisamos conversar sobre depressão
Melancolia. Fuga da realidade. Morte. Pessimismo. Essas são algumas das características que marcaram a segunda geração do Romantismo no Brasil. Mas, a depressão que atingiu os jovens poetas não é exclusividade do período dessa escola literária. Assim, considerada pela OMS como a raiz de diversos problemas de saúde no século XXI, as causas e consequências da depressão precisam ser entendidas, bem como soluções eficazes devem ser elaboradas e postas em prática.
Em um primeiro aspecto, é interessante compreender a dinâmica que existe entre sociedade e indivíduo. Nesse sentido, segundo o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade é uma força moral que controla e molda o indivíduo, por meio de valores, crenças e instituições. Assim, como elucidado por Habermas, quando o conjunto social enfrenta crises, seja na esfera econômica ou política, cada pessoa é diretamente afetada, resultando em crises sociais. À exemplificação de tal fato tem-se a Grande Depressão que ocorreu com a quebra da bolsa de valores de Nova Iorque, em que diversos cidadãos chegaram a cometer suicídio pelo desequilíbrio que esse acontecimento causou.
Os maiores afetados por essa enfermidade, segundo pesquisas da OMS, são os jovens. De fato, a juventude é um período da vida cercado de novas experiências, incertezas e aquisição de responsabilidades, principalmente em relação ao futuro profissional. Diante desse quadro, observa-se que entre os jovens tem ocorrido aumento da taxa de suicido, frustrações individuais, distúrbios psicossomáticos, dificuldade no aprendizado e em estabelecer relações sociais, consumo de álcool e drogas. Assim, a falta de apoio voltada para a juventude e o tratamento desses assuntos como tabus são as principais causas que geram esse trágico cenário. Exemplificando tal apelo, temos a série de TV norte-americana “13 Reasons Why”, que relata a história de Hannah Baker, que sem encontrar ajuda, opta por tirar a própria vida.
Fica evidente, portanto, que a questão da saúde mental deve também ser tratada como prioridade pelo Estado, a fim de salvaguardar a vida dos jovens brasileiros. Assim, é importante que o Ministério da Saúde auxilie ONGs que trabalhem ajudando jovens com dificuldades, viabilizando parte das verbas arrecadadas, a fim de que essas organizações realizem campanhas, propagandas, criação de grupos de apoio em estabelecimentos físicos, por telefone e pela internet. No mais, a participação dos pais é de extrema importância, procurando estar presente na vida dos seus filhos para acolher e orientar. Dessa forma, a juventude, que é o futuro do Brasil, trilhará seus caminhos com mais força e determinação.