O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 15/07/2018
A segunda geração romântica, durante o século XIX, apresentou à sociedade brasileira, através de obras pessimistas e personagens melancólicos, uma tristeza profunda e a idealização da morte. Fora do contexto literário, hodiernamente, o Brasil expôs um crescimento acelerado em casos de depressão na adolescência. Tal realidade pode ser explicada pelas pressões sociais na contemporaneidade, como também, pela fragilidade das relações interpessoais.
Em primeiro lugar, todos os jovens sofrem constantes pressões da sociedade. Essas pressões surgem em diversas formas, como: para Obter melhores resultados, boas notas escolares, a aprovação no vestibular. São esses os fatores que fragiliza o aspecto Psicológico dos cidadães. Além disso, a ausência familiar é outro fator que alavanca esse avanço, pois ao invés de familiares intervir, prejudicam mais ainda a vida do cidadão por falta de diálogos.
Outro fator condicionante ao desenvolvimento da depressão nos jovens brasileiros é a fluidez das relações interpessoais, essa que , segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, se dá pela inconstância em que se pauta o relacionamentos da sociedade moderna. Isso pode ser justificado pela influência que as novas tecnologias de comunicação tiveram na forma de interação das pessoas que, com os avanços tecnológicos nesse âmbito, passaram a ter maior liberdade em como interagem e menor segurança em seus laços sociais, condicionando a um constante estado de mal estar e proporcionando um ambiente fértil para a quebra da homeostase mental dos indivíduos.
Torna-se evidente, portanto, o quanto as condutas sociais podem colaborar para o desencadeamento da depressão na adolescência. E para atenuar o problema, os pais devem retomar o hábito de construir laços afetivos com os filhos, por meio de diálogos passíveis que criem no adolescente a confiança para tratar de assuntos que lhe angustiam, objetivando, dessa forma, identificar e tratar os casos de depressão para que consequências autodestrutivas não cheguem a acontecer. Além disso, é necessário que o governo crie programas sociais que deem apoio psicológico a todos que estão se sentindo pressionados de alguma forma, para que assim a doença seja tratada ou até mesmo evitada. Por fim, as escolas deveriam ministrar palestras que aprofundassem o entendimento sobre a doença e estimulassem os estudantes que se sentem de alguma maneira pressionados a buscarem ajuda psicológica.