O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 15/07/2018
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão é um transtorno mental comum caracterizado por tristeza, perda de interesse, ausência de prazer, oscilações entre sentimento de culpa e baixa autoestima, distúrbios do sono ou do apetite, cansaço e falta de concentração. Segundo uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), 21% dos jovens brasileiros entre 14 e 25 anos têm sintomas indicativos de depressão. Esse quadro problemático advém de fatores sociais e econômicos que trazem como consequência o aumento da depressão entre os jovens no Brasil.
Inicialmente, é importante citar alguns fatores sociais que tornam esses casos frequentes, tais como: desigualdade, “bullying”, estresse, perdas pessoais, preconceito, assédio e solidão. Aspectos como esses levam os adolescentes à sintomatologia depressiva, porém, muitos não procuram ou não encontram auxílio psicológico e continuam perdendo sua qualidade de vida. Essas informações demonstram que a problemática social precisa ser amplamente discutida no país e ratificam a necessidade de investimentos para evitar que o número de ocorrências continuem elevados.
Além disso, alguns elementos econômicos são recorrentes na conjuntura dos jovens depressivos e, entre eles, podemos citar: baixa renda familiar, desemprego, falência e mudanças econômicas bruscas. Em conformidade com um artigo publicado pela Unifesp, a renda familiar menor que cinco salários mínimos relacionou-se diretamente com a depressão. Isso demonstra que as desigualdades e instabilidades econômicas contribuem para o aumento da depressão entre os adolescentes brasileiros e, em alguns casos, eles não recebem apoio da família para buscar ajuda ou têm dificuldade para encontrar formas de auxilio externo.
Dessa maneira, torna-se evidente a necessidade de evitar o surgimento de novos casos da patologia e aprimorar as formas de solucionar os casos existentes. Em primeiro lugar, cabe a Receita Federal destinar uma parcela dos impostos para que a Secretaria de Comunicação Social desenvolva comerciais de televisão e rádio, “outdoors”, panfletos, palestras abertas e vídeos nas redes sociais que orientem a população brasileira quanto aos conceitos e riscos envolvidos nesse transtorno, além de estimular a busca por ajuda e orientação com a família e com os profissionais da saúde. Em segundo lugar, o Ministério da Saúde deve direcionar investimentos através de verbas da saúde para intensificar a presença de profissionais no Sistema Único de Saúde para atender esses jovens.