O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 16/07/2018
Diversos fatores da atualidade podem estar ligados ao aumento da depressão em jovens, como sedentarismo, uso excessivo das redes sociais e até baixa exposição à luz solar. O problema compromete o futuro do Brasil, por se tratar de uma doença incapacitante, e não de um mero conflito psicológico, que pode levar a tentativas de suicídio que mesmo quando mal sucedidas podem deixar graves sequelas.
Com a popularização dos smartphones, e seus milhares de aplicativos gratuitos, jovens gastam muito tempo com eles. Esses aparelhos dão acesso a redes sociais, que estimulam uma competitividade estressante e cujo uso excessivo já foi ligado em diversos estudos ao aumento das chances de desenvolver depressão. Além disso, o simples contato com essas fontes luminosas artificiais à noite pode prejudicar o sono, e sua qualidade está diretamente ligada à incidência de depressão.
Por outro lado, uma atividade muito benéfica, como ir à escola, pode estar sendo uma vilã para a saúde mental de crianças e adolescentes porque muitas de suas salas de aula não têm luz natural, o que segundo pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, predispõe à depressão e dificulta o aprendizado. Além disso, muitas escolas tornam a aula de educação física opcional, quando esta é importante na vida do jovem, posto que atividade física regular atua na prevenção da doença.
Diante do exposto, sendo a depressão uma doença cabe ao Conselho Federal de Medicina (CFM) e aos meios de informação como emissoras, jornais e rádios atuarem juntos. O CFM deve instruir os médicos a orientarem a população sobre essa enfermidade, ressaltando os fatores que podem influenciar para que esta apareça. Os meios de informação devem servir de espaço para divulgação desses conteúdos pelos especialistas. Dessa forma, famílias, escolas, e os próprios jovens poderão ser agentes de melhora em sua saúde mental.