O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 16/07/2018
Na literatura, durante a periodização surge o Romantismo, em destaque a segunda geração, conhecido o mal-do-século. Ademais, vários escritores jovens cometiam suicídio por causa da depressão, em que muitos sofriam pela mulher amada. Atualmente, o cenário brasileiro dos jovens que tem a doença continua semelhante, porém os motivos são diferentes. As principais causas são relações entre familiares, amizades e decorrência escolar.
Primeiramente, a doença não ocorre somente nos adultos, mas em crianças e adolescentes. Além disso, os maiores índices são meninas, 5% sendo oriundos dos jovens, segundo a pesquisa feito pelo médico Drauzio Varella. Muitas famílias passam por problemas e a maioria causam pressões psicológicas nos filhos, seja por brigas ou divórcio entre os pais, falta de dependência e aprovação na universidade. Surge individualidade, desprezo e dificuldade de socializar com os amigos. Além disso, infelizmente nas escolas têm alunos que cometem bullying nos colegas de classe. Por consequência desses fatores, faz com que a pessoa torna-se insolada, sem ter vontade de interagir com o próximo, mantém péssima auto-estima e por fim tira a própria vida como refúgio da solidão e sofrimento.
Segundo o levantamento feito por BioMed Central (BMC) em 2011, o Brasil encontra-se em terceiro lugar com 18,4% no ranking dos países que tem mais índices de depressões, perdendo para a França e Estados Unidos, com 21% e 19,2%, respectivamente. Com isso, alerta o governo brasileiro, pois pode afetar o Produto Interno Bruto (PIB) do país, em que a sociedade abandonaria o trabalho por causa da doença. Entretanto, o Ministério da Saúde fundou o Centro de Valorização da Vida (CVV) , em que presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo e anonimato. Neste projeto, são realizados mais de 2 milhões de atendimentos anuais, por aproximadamente 2.400 voluntários, localizados em 19 estados mais o Distrito Federal.
Fica evidente, portanto, que a depressão é uma doença que necessita ter prioridade. Contudo, o Estado e o Ministério da Saúde devem ampliar mais postos do CVV, trazendo mais comodidade aos pacientes e incentivar ter mais voluntários. Além disso, é necessário divulgar nas mídias que no Brasil tem instituições que atendem pessoas com depressão. O MEC deve orientar aos alunos por meio de palestras com o objetivo de ajudar aqueles que tem os sintomas da doença e ser acompanhado por psicólogos e começar a fazer tratamento. Por fim, entre em contato com o CVV, são feitos pelos telefones 188 ou 141 (nos estados da Bahia, Maranhão, Pará e Paraná), ou pelo site www.cvv.org.br, por do chat e-mail.