O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 16/07/2018

O livro “Love and Will” do psicólogo americano Rollo May define a depressão como “a incapacidade de construir um futuro”. Essa incerteza relatada no livro é a realidade de diversos jovens brasileiros que sofrem com essa doença, já considerada por muitos o grande mal do século. Diante disso, podem ser vistas como possíveis causas do aumento de depressão, o crescimento abrupto de redes de comunicação e certas dificuldades encontradas no âmbito escolar.

Primeiramente, pode-se observar a cada dia a disseminação de aparelhos tecnológicos e novas redes sociais que prometem conectar as pessoas. Entretanto, numa sociedade com excesso de informações os jovens sentem-se vazios de relações afetivas “reais”, gerando, assim, um humor deprimido. Unido a isso, o sociólogo Bauman em sua obra “Modernidade Líquida” afirma que a sociedade contemporânea emerge o individualismo e a efemeridade das relações. Esse sentimento de solidão é o que, muita das vezes, pode ser considerado um dos motivos que ocasionam a depressão.          Além disso, a desesperança em um futuro próspero é um dos sintomas mais frequentes em pessoas depressivas. Nos jovens, essas inseguranças são encontradas no cenário escolar, já que nele alguns alunos alegam sofrer com a pressão por boas notas que garantam um bom amanhã, outros sofrem com o bullying por não serem “bons o suficiente” em determinado aspecto. Sobre isso, a revista Veja afirma o fato da prevalência da depressão estar na faixa etária de 12 a 25 anos, exatamente a idade em que os jovens constroem suas vidas acadêmicas.

É evidente, portanto, que diminuir os casos de depressão entre os jovens é urgente. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação inserirem nas instituições educacionais profissionais como psicólogos e psicopedagogos afim de acompanharem o desempenho e orientar os alunos através de conversas particulares e projetos educacionais coletivos, que tenham como finalidade extra informar a respeito da doença. Ademais, as próprias redes sociais juntamente com as demais mídias podem servir como meio de propagação de campanhas contra a depressão.