O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 23/07/2018

Durante a idade média os sintomas da depressão assumiam as características de um pecado, o que não contribuía para sua aceitação ou tratamento adequado. Atualmente, verifica-se a depressão entre os jovens como um paradigma diretamente ligada á realidade do país. Nessa perspectiva, cabe analisa dois fatores que  não podem ser negligenciados, como as influências midiáticas ao mundo contemporâneo e a ausência de suporte para esses grupos em questão.

É indubitável que os jovens do século XIX vivem uma realidade divergente das gerações passadas, a influência da mídia sob a sociedade é muito maior. Uma prova disso é a necessidade dos jovens se adequarem a um determinado padrão, normalmente definidos pelos programas de televisão ,seriados, redes sociais e a outros  meios de interação que permitem a este grupo idealizar formas de se inserir socialmente, mas que acabam por gerar um grande desafio social, a depressão.

Outrossim, convém destacar a escassez de políticas públicas que tratam esse prolema de saúde desde a formação do ser. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política é o instrumento mais poderoso para encontrar a harmonia em meio a coletividade. De maneira análoga, é possível perceber jovens em meio a uma histeria e desconstrução de seus projetos individuais e até mesmo profissionais, o que rompe com esse equilíbrio, haja vista que a desvalorização da qualidade de vida pelo governo, classifica o Brasil como um dos países com maior número de casos de depressão durante a juventude, isso em escala mundial. Diante dessa realidade, o problema só será amenizado com a mobilização social e o engajamento político em função de seu combate.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas públicas que visem construir um mundo melhor. Destarte, o Estado deve investir em políticas institucionais, para que os jovens que convivem com esse problema de saúde mental tenham assistência médica com acesso ao tratamento e acompanhamento de médicos especializados, além de viabilizar o diagnóstico da doença, apara erradicá-la o quanto antes. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir nas escolas, palestras ministradas por psicólogos, que discutem o combate a depressão juvenil, a fim de libertar a sociedade de tabus e levar o conhecimento para a população sobre a realidade enfrentada pelos jovens depressivos. Dessa forma, pode ser possível garantir saúde e  bem-estar social, ponto  nevrálgico para todo país que busca o progresso.