O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 02/08/2018
A depressão é considerada um desequilíbrio no cérebro, que ao contrário de outras doenças pode ser tratada por meio de medicamentos já que é uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e sociais. A depressão pode ter seus primeiros sintomas na adolescência ou infância do individuo, o que muitas vezes passa despercebidos aos olhos dos pais que garantem ser apenas uma fase. Após vários séculos de estudo em volta da depressão, se é garantido que vivemos no século onde as pessoas são mais solitárias, mesmo abitando um mundo tão conectado, por conta das redes sociais, os adolescentes nunca estiveram tão sós.
O escritor e psicologo americano Rollo May, em 1929, escreve em seu livro Love and Will, cuja tradução é Amor e Vontade, as seguintes palavras: “A depressão é a incapacidade de construir um futuro”, da mesma forma que o “pai da medicina " Hipócrates garantes séculos antes de Cristo, que a doença é um estado de medo e desânimo duradouro. Em sintase, a depressão causa um sentimento de desesperança, de culpa por algo que tenha ocorrido, pensamentos ligados a fracassos na vida ou até mesmo ao suicídios, além de dores corporais e dificuldades em relação ao sono e ao apetite. No entanto, os sintomas variam de pessoa para pessoa, em adolescentes e crianças os sintomas começam muitas vezes silenciosos e acabam abrangendo-se na fase adulta.
O psiquiatra infantil Fabio Barbirato da Santa Casa da Misericórdia do Rio, destaca que 12% dos jovens brasileiros de 12 a 18 anos sofrem de depressão, enquanto em adultos a doença não chega a 10%. Além disso, 77% dos adultos que possuem a doença tinham históricos de sintomas na infância ou adolescência. É na adolescência onde se ocorre as principais mudanças na vida de um jovem, a procura por uma nova identidade ou por uma idealização corporal, por exemplo, que muitas vezes não acontece acaba causando certo isolamento ou tristeza por parte desses. Contudo, é nessa fase onde se tem os primeiros sinais da doença, que muitas vezes é passado como despercebidos pelos pais dos adolescentes, esses que alegam ver os sintomas como da idade e que logo vão passar.
Portanto, é de total pertinência a observação dos pais sobre de seus filhos, mantendo diálogos onde os adolescentes ou crianças possam se abrir. Caso haja qualquer isolamento ou melancolia por parte desses se deve haver um acompanhamento de um psiquiatra que ajudará o jovem organizar seus sentimentos. Há também, blogs que ajudam na cura da doença, como por exemplo o Sem Tratamento da psiquiatra Ilana Pinky, que esclarece duvidas sobre medicamentos, sobre os ‘‘pontos negros’ da depressão, além de mostrar que essa tem cura e aliviar o preconceito imposto em pessoas que possuem depressão.