O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 03/08/2018
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), de 2005 a 2015, o número de pessoas depressivas cresceu 18,4%. No Brasil, 5,8% da população sofre com essa doença, ou seja, 11,5 milhões de indivíduos. A depressão cada vez mais está ganhando espaço na sociedade brasileira e a maioria dos casos são manifestados no público jovem. Nesse contexto, deve-se analisar como as redes sociais e a ansiedade contribuem para tal questão.
É fundamental enfatizar, a princípio, que as redes sociais, principalmente, as que cultuam pela imagem, como o Instagram e o Snapchat, favorecem para o desenvolvimento da depressão nos adolescentes. Existem perfis famosos, com destaque para os influenciadores digitais, que mascaram suas realidades transformando-as em vidas perfeitas, com postagens de lindas fotos e disseminando o padrão de beleza. O ser humano, então, que não se encaixa nesse sociedade da perfeição, pode desenvolver inúmeros defeitos sobre sua a vida e, principalmente, em relação ao seu corpo. Não é à toa que, de acordo com a Sociedade Real para a Saúde Pública, o Instagram é a principal rede que traz mais danos à saúde mental do jovem. Consequentemente, o sentimento de insatisfação e desânimo tomam conta da pessoa, assim, abrindo portas para a psicopatologia.
Por outro lado, a ansiedade também é responsável pela problemática em questão. Isso porque, na juventude, quando o indivíduo está prestes a ingressar no ensino superior, ele é pressionado pela sociedade, especificamente, pela família, a seguir uma profissão de sucesso e a ter a aprovação no curso escolhido. Com essa cobrança, segundo o Nexo Jornal, o estudante fica com medo da reprovação e preocupado com a expectativa que as pessoas têm sobre ele. Essa situação, conforme disse o psiquiatra Daniel Rodrigues, contribui para o surgimento da ansiedade que, em muitos casos, ultrapassa os limites da normalidade. Em decorrência disso, o adolescente está suscetível a desenvolver a depressão e a chegar proporções maiores, como o suicídio.
Urge, portanto, que as instituições estatais cooperem para mitigar a problemática. Cabe ao Ministério Público, junto com o Ministério da Saúde, investir em projetos, através de palestras, como o TEDx, feitas, sobretudo, em colégios, sobre a importância do amor próprio para a saúde mental, com o objetivo de gerar no indivíduo a autoestima, a satisfação e valorização da vida que possui. Ademais, o MEC deve exigir de cursos pré-vestibulares e escolas o acompanhamento do estado emocional de cada aluno por psiquiatras e familiares , a fim de amenizar as cobranças e manter estável a mentalidade do estudante.